
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou nesta sexta-feira (24) a demora do Supremo Tribunal Federal (STF) em definir as regras para a eleição que escolherá o novo governador do Rio de Janeiro, após a renúncia de Cláudio Castro.
A indefinição ocorre em meio a uma crise institucional no estado. O ministro Cristiano Zanin determinou que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, permaneça no comando do governo fluminense de forma interina até que o plenário da Corte estabeleça as regras do chamado mandato-tampão.
Em publicação na rede social X, Flávio Bolsonaro cobrou agilidade do presidente do STF, Edson Fachin, e levantou questionamentos sobre a condução do processo. O senador criticou a possibilidade de insegurança institucional e afirmou que o estado “não merece” a atual situação, defendendo que a escolha do novo governador seja feita por meio do voto.
Uma pergunta sincera ao Presidente do @STF_oficial :
Se o governador em exercício do RJ, Ricardo Couto (presidente do @tjrjoficial ) viajar para o exterior quem assume o Governo do Estado?
Ministro Edson Fachin, não deixe que a Côrte inteira fique sob suspeita de estar atuando…
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) April 24, 2026
O posicionamento do parlamentar se soma à movimentação política local. O novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, aliado de Flávio, protocolou no STF um pedido para assumir o governo estadual interinamente.
A crise foi agravada após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tornou Cláudio Castro inelegível. Na tentativa de evitar a cassação, o então governador renunciou ao cargo em março, um dia antes do julgamento.
Sem um vice-governador — após Thiago Pampolha deixar o posto para assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado —, a saída de Castro gerou uma dupla vacância no Executivo estadual. A linha sucessória também foi impactada pelo afastamento do então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, após prisão pela Polícia Federal.
Com isso, o estado enfrenta um impasse que já ultrapassa um mês. O STF suspendeu o julgamento no início de abril após pedido de vista do ministro Flávio Dino, que decidiu aguardar a publicação do acórdão do TSE antes de devolver o processo para análise.
O principal ponto de divergência entre os ministros do STF gira em torno do modelo de escolha do novo governador: eleições diretas ou indiretas. Até o momento, os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia se manifestaram a favor de eleições indiretas, enquanto Cristiano Zanin defendeu a realização de eleições diretas.
O acórdão publicado pelo TSE na quinta-feira (23) não definiu as regras para a sucessão, mantendo o cenário de incerteza política no estado.







