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Cristiano Ronaldo defendeu o banimento permanente dos torcedores que provocaram Rúben Neves com gritos relacionados a Diogo Jota durante uma partida do Campeonato Saudita, no sábado (12). O atacante do Al-Nassr se pronunciou neste domingo (13), após vídeos do episódio viralizarem nas redes sociais e gerarem críticas ao comportamento das arquibancadas.

Durante uma paralisação na partida entre Al-Hilal e Al-Taawoun, em Buraidah, torcedores começaram a gritar repetidamente o nome de “Jota” na tentativa de provocar Rúben Neves. O meio-campista português tinha uma relação próxima com Diogo Jota, que morreu em um acidente de carro em julho de 2025.

Ao ouvir as provocações, Neves apontou para os próprios olhos e, em seguida, para o céu. Depois da partida, o jogador criticou duramente a atitude dos torcedores durante entrevista na zona mista. “Espero que não saiam para rezar depois disso”, afirmou.

Diogo Jota e o irmão, André Silva, morreram em 3 de julho de 2025, após um acidente de carro em Zamora, no noroeste da Espanha. Na época, Jota defendia o Liverpool e também era jogador da seleção portuguesa. Rúben Neves era um dos amigos mais próximos do atacante e esteve entre os responsáveis por carregar o caixão durante o funeral.

Em campo, o Al-Hilal não teve dificuldades e goleou o Al-Taawoun por 6 a 0, fora de casa. Gabriel Martinelli marcou três dos gols da equipe. Com a vitória, o Al-Hilal chegou aos 18 pontos em sete partidas e assumiu a liderança do Campeonato Saudita. O Al-Nassr, de Cristiano Ronaldo, ocupa a terceira posição, com 16 pontos, um atrás do Al-Ittihad.

Cristiano Ronaldo comentou o episódio em uma publicação no Instagram que reproduzia as imagens da provocação. O português cobrou uma postura mais firme da liga saudita e afirmou que os responsáveis deveriam ser impedidos de voltar aos estádios.

“A liga precisa tomar medidas e punir esse tipo de comportamento dos torcedores. Isso não é mais futebol, e tem de haver limites. Pessoas que se comportam assim nunca mais deveriam ter permissão para entrar em um estádio”, escreveu o atacante.

Outro jogador que se manifestou foi Saleh Abu Al-Shamat, do Al-Ahli. O atleta também condenou as provocações e afirmou que a rivalidade esportiva não pode ser usada como justificativa para ataques envolvendo familiares ou pessoas mortas.

Para Abu Al-Shamat, o episódio ultrapassou os limites da disputa entre clubes e também contrariou princípios religiosos. O jogador afirmou que considerava necessário se posicionar como muçulmano e classificou a atitude de parte dos torcedores como inaceitável.

A repercussão do caso aumentou após a circulação das imagens nas redes sociais e colocou novamente em discussão os limites das provocações entre torcedores, especialmente quando envolvem tragédias pessoais e familiares de jogadores.

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