
A defesa do deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) negou nesta segunda-feira (14/9) qualquer irregularidade atribuída ao parlamentar e questionou a operação da Polícia Federal que teve o congressista como um dos alvos.
Segundo os advogados, medidas de grande repercussão deveriam ser adotadas com cautela em períodos próximos a disputas eleitorais. A defesa afirmou ainda que Cezinha está à disposição das autoridades e pretende prestar todos os esclarecimentos necessários.
O parlamentar é investigado por suspeita de usar o cargo e contatos com integrantes de tribunais superiores para transmitir a terceiros a ideia de que teria influência sobre decisões judiciais.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra Cezinha e outros investigados. A advogada Valéria Rodrigues Linhares, esposa do deputado, também foi alvo das diligências.
PF apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção
A investigação busca esclarecer se integrantes do grupo recebiam pagamentos de clientes sob a alegação de que poderiam interferir no resultado de processos em tribunais superiores. Entre os crimes apurados estão tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro.
As buscas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na decisão, o magistrado afirmou que os elementos reunidos até o momento indicam, em tese, possível uso da posição parlamentar para reforçar a percepção de influência sobre integrantes do Judiciário.
Mensagens analisadas pela Polícia Federal mencionariam contatos de Cezinha com integrantes do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A defesa, por sua vez, sustenta que o deputado não praticou qualquer irregularidade e afirma que pretende demonstrar isso ao longo do processo, com acesso integral aos elementos da investigação e exercício do contraditório e da ampla defesa.
Com informações de Metrópoles







