
A Escola Superior da Defensoria Pública do Amazonas (Esudpam) realizou, nesta quarta-feira (28/10), o curso “Conciliação e solução extrajudicial de conflitos como ferramentas para resolutividade”, com o 1º subdefensor público-geral, Helom Nunes. O objetivo foi debater com residentes jurídicos, servidores e membros da Defensoria a importância dos meios extrajudiciais na resolução de conflitos e da construção de caminhos consensuais para atender às demandas apresentadas pelos assistidos.
Realizada no auditório da sede administrativa, localizada na avenida André Araújo, 679, bairro Aleixo, a iniciativa aconteceu das 8h às 11h e contou com transmissão online.
Para a diretora da Esudpam, defensora pública Karoline Santos, a formação contínua contribui para preparar os profissionais que atuam na linha de frente da Defensoria para lidar com situações de conflito presentes na rotina de atendimento da instituição.
“Temos o compromisso de capacitar continuamente o nosso corpo de trabalho. Então, nesta palestra, trouxemos orientações sobre a solução extrajudicial de conflitos, a postura profissional e a forma como podemos contribuir para chegar a uma solução consensual”, destacou.
“Esse conhecimento é importante para todos que lidam com o atendimento ao público, porque a maneira como conduzimos uma situação de conflito, pode facilitar ou dificultar um acordo. A cordialidade e a transparência na transmissão das informações contribuem para que as partes cheguem a uma solução satisfatória”, acrescentou a diretora.
O debate
Com experiência na área de Família e à frente da criação do projeto “Filhos para Sempre”, que prepara pais em conflito para buscar soluções consensuais, o 1º subdefensor público-geral, Helom Nunes, conduziu a discussão sobre o tema.
Na ocasião, ele pontuou que a busca prioritária por soluções extrajudiciais está entre as atribuições da Defensoria Pública previstas desde a Constituição Federal de 1988. Para ele, diante da sobrecarga do Judiciário, é importante que os profissionais considerem alternativas à abertura de processos, sempre que o caso permitir.
“Depositar mais processos não traz resolutividade, porque as pessoas não querem processos, elas querem uma solução. A sociedade quer cada vez mais isso e essa esperança precisa ser atendida pelo sistema de justiça”, ressaltou.
“Então, nesse dia tão importante, que é o Dia do Servidor Público, nós pudemos conversar sobre a nossa vocação de trazer esperança para os nossos assistidos, de que a solução extrajudicial e consensual é o que traz um verdadeiro acesso à justiça, uma ordem jurídica justa”, completou Helom Nunes.
Residente jurídica do Núcleo Criminal da instituição, Rafaella Soares, de 28 anos, esteve presente no curso e destacou que o momento representa um crescimento profissional, visto que traduziu o conhecimento teórico para a experiência prática do dia a dia profissional.
“O curso foi muito enriquecedor, porque trouxe a experiência do defensor público que ministrou a palestra e permitiu relacionar esse conhecimento com a nossa vivência profissional. Isso agrega à nossa formação, porque traduz a teoria na prática da atividade que realizamos. É muito enriquecedor estar aqui e ter a oportunidade de aprender com essa experiência”, comentou Rafaella.







