
A solicitação envolve Sérgio Rocha Cordeiro e Max Guilherme Machado de Moura, que atuaram como assessores durante o governo Bolsonaro e permaneceram prestando apoio ao ex-presidente após o fim do mandato.
Os advogados pedem que os dois sejam novamente incluídos na lista de pessoas autorizadas a realizar atividades de rotina na residência de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar na capital federal.
Ex-assessores foram investigados por suposta fraude em dados de vacinação
Sérgio Cordeiro e Max Guilherme foram afastados da equipe de Bolsonaro em 2023, quando passaram a ser investigados por uma suposta inserção de informações falsas sobre vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.
Naquele ano, os dois chegaram a ser presos preventivamente e permaneceram detidos por aproximadamente quatro meses. Posteriormente, as prisões foram revogadas.
Em junho de 2026, o Ministério Público Federal (MPF) pediu o arquivamento da investigação envolvendo os dois ex-assessores. Segundo o órgão, não foram identificados elementos mínimos que apontassem a participação deles nos fatos investigados.
Com base no posicionamento do MPF, a defesa argumenta que também não foi demonstrado que Sérgio e Max tenham atuado de maneira dolosa nas supostas irregularidades.
Defesa pede reincorporação à equipe
Na petição apresentada ao STF, os advogados sustentam que, diante do arquivamento solicitado pelo Ministério Público Federal, não haveria justificativa para manter os dois afastados da equipe de apoio do ex-presidente.
A defesa pede que Sérgio Cordeiro e Max Guilherme voltem a exercer atividades na residência de Bolsonaro, desde que sejam observadas as medidas cautelares que permanecem em vigor.
O pedido agora será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.








