Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela

A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou, neste domingo (11/10), uma notícia-crime à Justiça Eleitoral contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A defesa solicita a abertura de uma investigação para apurar um possível uso da estrutura da corporação em benefício de partido político durante o primeiro turno das eleições presidenciais.

A medida tem como base declarações feitas por Rodrigues em uma entrevista coletiva no dia 4 de outubro, enquanto a votação ainda estava em andamento.

Na ocasião, o diretor-geral informou que a Polícia Federal havia recebido uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) sugerindo a apuração de uma possível interferência externa no processo eleitoral.

Rodrigues também afirmou que havia uma investigação em andamento, embora ainda não tivesse sido instaurado um inquérito formal.

PF arquivou apuração preliminar por falta de indícios

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a Polícia Federal analisava uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras a partir da representação encaminhada pela AGU.

Entretanto, três dias após a entrevista coletiva, a corporação decidiu arquivar a apuração preliminar por não identificar indícios mínimos da prática de crime.

A defesa de Flávio Bolsonaro questiona as circunstâncias em que as informações foram divulgadas e solicita que a Justiça Eleitoral investigue a conduta do diretor-geral.

A apresentação da notícia-crime não significa que houve comprovação de irregularidade. Caberá às autoridades competentes avaliar os elementos apresentados e decidir sobre a abertura de uma investigação.

Com informações de Metrópoles
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