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A defesa da família do empresário baiano Marcelo Nabuco Zollinger, preso na Espanha durante uma operação internacional de combate ao tráfico de drogas, afirmou que o pai do investigado, o médico Marcelo Zollinger, não possui qualquer relação com as atividades empresariais desenvolvidas pelo filho.

Em nota, o advogado Sérgio Habib ressaltou que o médico construiu uma trajetória reconhecida pelos serviços prestados à sociedade ao longo de décadas e que jamais manteve vínculo com os negócios do empresário.

A defesa também esclareceu que o nome completo do investigado é Marcelo Nabuco Zollinger. Segundo o advogado, a omissão do sobrenome “Nabuco” em parte da divulgação do caso gerou confusão e acabou atingindo a honra, a imagem e a reputação do pai do empresário.

Os advogados negaram de forma categórica as acusações atribuídas ao investigado e afirmaram que os fatos serão esclarecidos durante a instrução criminal, etapa processual que, segundo a defesa, ainda não foi iniciada.

Prisão na Espanha

Marcelo Nabuco Zollinger, sócio da concessionária New Bahia Harley-Davidson, foi preso no último dia 18 de junho durante uma operação internacional de combate ao narcotráfico realizada no Oceano Atlântico.

A prisão ocorreu a bordo de um veleiro interceptado em águas internacionais, a aproximadamente 740 quilômetros ao sul das Ilhas Canárias, na Espanha. De acordo com as autoridades espanholas, a embarcação permaneceu sob monitoramento por vários dias antes da abordagem.

Além do empresário, outro brasileiro e um cidadão marroquino também estavam no veleiro. Durante a inspeção, os agentes localizaram cerca de 500 quilos de cocaína escondidos na embarcação.

A operação foi conduzida pelo Serviço de Vigilância Aduaneira da Agência Tributária da Espanha, com apoio da Guarda Civil e da Polícia Nacional.

Droga achada dentro do veleiro
Droga achada dentro do veleiro
Empresário foi preso suspeito de tráfico de drogas
Empresário foi preso suspeito de tráfico de drogas

 

Após a apreensão da droga, os três suspeitos foram levados ao porto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, onde permanecem à disposição da Justiça espanhola.

O Ministério das Relações Exteriores foi procurado para comentar o caso. Até o momento, não houve manifestação.

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