
O ato “Acorda Brasil” revelou mais do que mobilização popular: evidenciou movimentos distintos dentro da direita amazonense. Enquanto lideranças locais participaram do evento na Ponta Negra, o deputado estadual Delegado Péricles optou por marcar presença na Avenida Paulista, em São Paulo — palco simbólico da direita nacional.
A escolha não é mero detalhe. Estar na Paulista amplia a conexão com o núcleo ideológico do bolsonarismo e projeta visibilidade nacional. Já a presença em Manaus mantém o foco no eleitorado local.
Nos bastidores, a leitura é clara: cada liderança começa a desenhar seu próprio projeto para 2026.
O atraso que falou mais que o discurso
A chegada tardia de Sargento Salazar ao ato em Manaus não passou despercebida. Organizadores ficaram apreensivos e aliados trocaram mensagens durante a espera. Para um pré-candidato a deputado federal conhecido pelo engajamento digital intenso, a postura discreta nas redes também chamou atenção.
Fez críticas duras a Lula, Alexandre de Moraes e Wilson Lima, mas sem aprofundar discurso. Publicou pouco. Repostou seguidores.
Em política, silêncio também comunica. E, nesse caso, o recado ainda está sendo interpretado.
Federação fragilizada
A declaração de Sassá da Construção Civil de que a federação PCdoB, PP, PT e PV não teria hoje força para eleger deputado federal no Amazonas caiu como um balde de água fria na militância.
Ao citar a queda expressiva de votos de Zé Ricardo entre 2018 e 2022, Sassá trouxe à tona um dado incômodo: estrutura e mandato não garantem crescimento automático.
A possível saída de nomes competitivos da disputa proporcional — como Marcelo Ramos migrando para o Senado — enfraquece ainda mais o projeto.
O cenário expõe uma dificuldade real: montar chapa forte exige densidade eleitoral e unidade interna. E, ao que tudo indica, isso ainda não está consolidado.
Sinésio e a política de base
Enquanto muitos discutem 2026, o deputado Sinésio Campos trabalha no varejo político. A entrega do Centro Comunitário da Comunidade São Francisco do Bujaru, em Iranduba, vai além de uma reforma estrutural.
Energia solar, internet via satélite, inclusão digital e fortalecimento comunitário dentro de reserva sustentável criam capital político silencioso, mas consistente.
É a política que não faz barulho, mas constrói presença territorial.
CNH Social e o alcance popular
A prorrogação das inscrições do programa CNH Social pelo Detran-AM amplia o alcance de uma das iniciativas mais populares do governo estadual.
Programa gratuito, forte apelo social e impacto direto na empregabilidade. Em ano pré-eleitoral, cada política pública de grande alcance ganha também leitura estratégica.
Ampliação de prazo significa ampliar base.
Caprichoso acelera a temporada
O Boi Caprichoso largou na frente ao lançar sete toadas do álbum 2026 com o tema “Brinquedo Que Canta Seu Chão”.
Live, vibração da galera azulada e engajamento digital mostram que o boi da Francesa mantém sua força simbólica e territorial.
Mais do que cultura, o movimento também aquece economia criativa e turismo. Em Parintins, cada toada lançada é também termômetro político-cultural.
Saúde e Indústria 4.0
A presença de Luis Alberto Nicolau na ExpoPIM 4.0 reforça uma tendência: saúde e tecnologia caminham juntas na nova matriz industrial.
Ao falar sobre transformação digital na saúde, o presidente do Grupo Samel posiciona a empresa dentro do debate sobre inovação e competitividade.
No Amazonas, onde o Polo Industrial busca atualização tecnológica, a integração entre indústria e setor de serviços ganha cada vez mais protagonismo.
Cerimônia e simbolismo militar
A celebração dos 43 anos do VII COMAR, na Base Aérea de Manaus, reúne autoridades militares e civis em momento simbólico para a Amazônia.
Em tempos de debates sobre soberania, defesa e presença estratégica na região Norte, solenidades como essa também reafirmam posicionamento institucional.
Entre discursos e homenagens, a mensagem é clara: a Amazônia segue sendo prioridade geopolítica.







