Na Paulista, Delegado Péricles ao lado de Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, sinalizando alinhamento direto com a cúpula nacional do PL.

O ato “Acorda Brasil” revelou mais do que mobilização popular: evidenciou movimentos distintos dentro da direita amazonense. Enquanto lideranças locais participaram do evento na Ponta Negra, o deputado estadual Delegado Péricles optou por marcar presença na Avenida Paulista, em São Paulo — palco simbólico da direita nacional.

A escolha não é mero detalhe. Estar na Paulista amplia a conexão com o núcleo ideológico do bolsonarismo e projeta visibilidade nacional. Já a presença em Manaus mantém o foco no eleitorado local.

Nos bastidores, a leitura é clara: cada liderança começa a desenhar seu próprio projeto para 2026.

O atraso que falou mais que o discurso

A chegada tardia de Sargento Salazar ao ato em Manaus não passou despercebida. Organizadores ficaram apreensivos e aliados trocaram mensagens durante a espera. Para um pré-candidato a deputado federal conhecido pelo engajamento digital intenso, a postura discreta nas redes também chamou atenção.

Fez críticas duras a Lula, Alexandre de Moraes e Wilson Lima, mas sem aprofundar discurso. Publicou pouco. Repostou seguidores.

Em política, silêncio também comunica. E, nesse caso, o recado ainda está sendo interpretado.

Federação fragilizada

A declaração de Sassá da Construção Civil de que a federação PCdoB, PP, PT e PV não teria hoje força para eleger deputado federal no Amazonas caiu como um balde de água fria na militância.

Ao citar a queda expressiva de votos de Zé Ricardo entre 2018 e 2022, Sassá trouxe à tona um dado incômodo: estrutura e mandato não garantem crescimento automático.

A possível saída de nomes competitivos da disputa proporcional — como Marcelo Ramos migrando para o Senado — enfraquece ainda mais o projeto.

O cenário expõe uma dificuldade real: montar chapa forte exige densidade eleitoral e unidade interna. E, ao que tudo indica, isso ainda não está consolidado.

Sinésio e a política de base

Enquanto muitos discutem 2026, o deputado Sinésio Campos trabalha no varejo político. A entrega do Centro Comunitário da Comunidade São Francisco do Bujaru, em Iranduba, vai além de uma reforma estrutural.

Energia solar, internet via satélite, inclusão digital e fortalecimento comunitário dentro de reserva sustentável criam capital político silencioso, mas consistente.

É a política que não faz barulho, mas constrói presença territorial.

CNH Social e o alcance popular

A prorrogação das inscrições do programa CNH Social pelo Detran-AM amplia o alcance de uma das iniciativas mais populares do governo estadual.

Programa gratuito, forte apelo social e impacto direto na empregabilidade. Em ano pré-eleitoral, cada política pública de grande alcance ganha também leitura estratégica.

Ampliação de prazo significa ampliar base.

Caprichoso acelera a temporada

O Boi Caprichoso largou na frente ao lançar sete toadas do álbum 2026 com o tema “Brinquedo Que Canta Seu Chão”.

Live, vibração da galera azulada e engajamento digital mostram que o boi da Francesa mantém sua força simbólica e territorial.

Mais do que cultura, o movimento também aquece economia criativa e turismo. Em Parintins, cada toada lançada é também termômetro político-cultural.

Saúde e Indústria 4.0

A presença de Luis Alberto Nicolau na ExpoPIM 4.0 reforça uma tendência: saúde e tecnologia caminham juntas na nova matriz industrial.

Ao falar sobre transformação digital na saúde, o presidente do Grupo Samel posiciona a empresa dentro do debate sobre inovação e competitividade.

No Amazonas, onde o Polo Industrial busca atualização tecnológica, a integração entre indústria e setor de serviços ganha cada vez mais protagonismo.

Cerimônia e simbolismo militar

A celebração dos 43 anos do VII COMAR, na Base Aérea de Manaus, reúne autoridades militares e civis em momento simbólico para a Amazônia.

Em tempos de debates sobre soberania, defesa e presença estratégica na região Norte, solenidades como essa também reafirmam posicionamento institucional.

Entre discursos e homenagens, a mensagem é clara: a Amazônia segue sendo prioridade geopolítica.

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