
O empresário William Crame foi morto a tiros na madrugada desta quinta-feira (16) dentro do bar de sua propriedade, localizado no conjunto João Paulo, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. O principal suspeito do crime é o policial militar Waldeney Lopes da Silva, de 49 anos, preso em flagrante poucas horas após o homicídio. Segundo testemunhas, o empresário teria sido baleado depois de tentar impedir uma discussão entre o policial e a esposa dele.
De acordo com o relato da esposa da vítima, William estava no estabelecimento, já fechado ao público, acompanhado de um amigo, quando ambos ouviram uma mulher pedir socorro na rua. A mulher afirmava que o policial, que estava de folga, tentava agredi-la.
Ainda conforme o depoimento, William saiu do bar para questionar o policial sobre a situação. Nesse momento, Waldeney teria reagido com ameaças e, em seguida, efetuado os primeiros disparos contra o empresário.
Mesmo ferido, William conseguiu retornar para o interior do estabelecimento. Pouco tempo depois, segundo a esposa da vítima, o policial voltou ao local, abriu o portão do bar e realizou uma nova sequência de tiros. Ao menos 12 disparos foram efetuados, sendo que cinco atingiram o empresário e um acertou o amigo que o acompanhava. A ação foi registrada por câmeras e imagens do crime passaram a circular nas redes sociais.
Testemunhas afirmaram ainda que, após os disparos, o suspeito tentou intimidar pessoas que estavam nas proximidades e continuou atirando. Um dos tiros atingiu uma motocicleta estacionada nas imediações do bar.
William Crame chegou a ser socorrido com vida e encaminhado para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos. O amigo baleado recebeu atendimento médico e já teve alta.
O policial militar foi preso em flagrante ainda na manhã de quinta-feira (16). As circunstâncias da prisão não foram detalhadas pelas autoridades. Ele foi encaminhado para a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), onde prestou depoimento e afirmou ter agido em legítima defesa.
Além da investigação conduzida pela Polícia Civil do Amazonas, a Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da Polícia Militar instaurou uma Sindicância Administrativa Disciplinar para apurar a conduta do agente.
Em nota oficial, a Polícia Militar do Amazonas declarou que não compactua com práticas contrárias à legislação e aos princípios que regem a corporação e informou que acompanhará o caso no âmbito administrativo, paralelamente às investigações criminais.







