Reprodução/ Instagram

Em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, a influenciadora Débora Paixão, esposa de Chrys Dias, usou as redes sociais nesse domingo (19/4) para se manifestar sobre a detenção do marido.

O casal foi preso na quarta-feira (15/4) pela Polícia Federal (PF) em uma propriedade de luxo no interior de São Paulo, no âmbito da megaoperação Narco Fluxo (entenda mais abaixo), que mira em um esquema estruturado de lavagem de dinheiro liderado pelo MC Ryan SP.

No Instagram, Débora compartilhou fotos dos filhos pequenos usando camisetas com fotos de Chrys, com a palavra “liberdade” escrita embaixo. Confira:

Débora revelou que está “vivendo um pesadelo desde o dia 15 de abril, quando a Polícia Federal invadiu a casa dela para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão temporária”.

No post, ela também fez um breve comentário sobre ter sido liberada para a domiciliar: “eu vim para casa, mas deixei metade de mim lá dentro daquele lugar horrível. Me dói muito mais as crianças perguntarem do pai delas e eu não saber quando ele volta pra abraçar e ficar com a gente. Tira meu marido de lá, Senhor. Ele não merece”, pediu.

Ainda na legenda, a influenciadora disse que não entende, mas acredita nos planos de Deus. Ela pediu que os seguidores orem por Chrys Dias. “Você vai ser justificado, eu creio”, afirmou.

A influenciadora Giovanna Roque, esposa de MC Ryan SP, apontado como líder do esquema pela PF, deixou um comentário da publicação de Débora. Veja:

Débora Paixão, esposa de Chrys Dias, usou fotos dos filhos do casal para pedir que o marido seja solto. Ambos foram presos em operação da PF – Metrópoles

Esposa de Chrys Dias também foi presa pela PF

O casal de influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão foi preso pela PF em uma propriedade de luxo no interior de São Paulo. As prisões fizeram parte da megaoperação Narco Fluxo, que mira esquema estruturado de lavagem de dinheiro liderado por Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP.

A decisão para a prisão temporária e a busca e apreensão ao casal de influenciadores é do juiz Roberto Lemos dos Santos Filhos, da 5ª Vara Federal de Santos.

Documentos da PF apontam que Chrys Dias e Débora Paixão usavam a empresa Casal Imports para ajudar no esquema como “financiadores relevantes do sistema criminoso ao transferirem recursos de rifas digitais” às empresas ligadas ao funkeiro.

Nas redes sociais, Chrys Dias se apresenta como o empresário do funkeiro MC Ryan, além de outros artistas e influenciadores digitais.

Além das prisões, endereços ligados ao casal foram alvo de busca e apreensão.

Em nota ao Metrópoles, a defesa de Chrys Dias e Débora Paixão informou que, como o processo corre sob segredo de Justiça, as manifestações ocorrerão apenas nos autos. “Repudiamos os vazamentos de imagens que violaram a privacidade da família e a presunção de inocência, reiterando nossa confiança na Justiça”, diz a nota.

Operação Narco Fluxo

A Justiça decidiu manter MC Ryan SP detido na sede da PF em São Paulo após a audiência de custódia realizada na tarde dessa quinta-feira (16/4).

Segundo a defesa do cantor, o juiz definiu um prazo de 24h para que ao Ministério Público Federal (MPF) dê um parecer sobre as sustentações defensivas apresentadas. Após esse período, o juiz decidirá sobre a necessidade de manutenção da prisão ou possibilidade da liberdade.

Entenda a operação

  • Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participam da operação e cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.
  • De acordo com a PF, a ação acontece nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, e no Distrito Federal.
  • A PF acredita que o volume financeiro pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 260 bilhões. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.
  • Entre os presos na operação desta quarta, estão os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.
  • A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan.
  • O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.
  • De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: “tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf“.
  • Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
  • As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O Metrópoles entrou em contato com a defesa de Ryan, qua afirmou por meio de nota acreditar na “absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras”.

“Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável”, diz o texto. A defesa ainda afirmou confiar que os esclarecimentos que serão prestados demonstrarão a verdade dos fatos.

A operação da Polícia Federal foi deflagrada na manhã da quarta-feira (15/4), após meses de investigação sobre um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão tanto no Brasil quanto no exterior.

Segundo os investigadores, o grupo utilizava uma estrutura sofisticada para ocultar a origem dos recursos. O dinheiro circulava por meio de empresas, pessoas interpostas e operações financeiras de alto valor, dificultando o rastreamento.

MC Ryan era líder do esquema

Ainda de acordo com a PF, Ryan foi identificado como líder e principal beneficiário econômico da operação. Ele teria utilizado empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar dinheiro lícito com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.

Além disso, ele teria tentado blindar o patrimônio ao transferir participações societárias nessas empresas a familiares e outras pessoas, a fim de criar distância entre seu nome e o dinheiro de origem ilícita.

Depois, o dinheiro era lavado por meio do uso desse mesmo dinheiro para a compra de imóveis, veículos de lixo, joias e outros ativos de alto valor.

As autoridades também citam um vínculo estrutural do esquema com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

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