Andressa Anholete/Agência Senado

A equipe de pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu neste sábado (30) à representação protocolada por parlamentares da base do governo federal junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), que pede a apuração da atuação do senador durante viagem realizada aos Estados Unidos nesta semana.

Em nota assinada pelo coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), o grupo classificou a iniciativa como uma tentativa de utilização do Judiciário para fins políticos.

Segundo a manifestação, a representação seria “mais uma demonstração de que a esquerda brasileira tenta utilizar o Judiciário como extensão de seu projeto político”.

A equipe também defendeu a busca por cooperação internacional no combate ao crime organizado, destacando a necessidade de ações conjuntas para enfraquecer financeiramente facções criminosas.

“Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção”, afirma trecho da nota.

Os representantes de Flávio Bolsonaro ainda argumentaram que a soberania nacional deve ser utilizada para garantir a segurança da população.

“A soberania nacional serve para garantir a segurança do cidadão de bem, e não para servir de escudo a quem aterroriza o povo”, conclui o comunicado.

PCC e CV na lista de organizações terroristas

A manifestação ocorre após o governo dos Estados Unidos anunciar, na quinta-feira (29), a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) em listas que classificam grupos como organizações terroristas estrangeiras.

As facções brasileiras passaram a integrar as categorias de Terroristas Globais Especialmente Designados e Organizações Terroristas Estrangeiras, o que pode ampliar restrições financeiras e sanções internacionais contra integrantes e colaboradores dessas organizações.

A decisão foi divulgada dois dias após Flávio Bolsonaro se reunir com o presidente norte-americano Donald Trump, na Casa Branca.

A representação apresentada à PGR busca esclarecer se houve participação ou influência do senador em iniciativas relacionadas à medida anunciada pelo governo norte-americano.

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