
Equipes de resgate do Paquistão localizaram nesta quarta-feira (8) os destroços de um avião cargueiro Boeing 737 da companhia K2 Airways, que havia desaparecido cerca de 12 horas antes durante um voo sobre o Mar Arábico. As buscas continuam para encontrar os cinco tripulantes que estavam a bordo da aeronave.
Segundo a Autoridade Aeroportuária do Paquistão, os destroços foram encontrados a aproximadamente 98 quilômetros ao sul do porto de Ormara, na costa do país. A operação mobiliza embarcações da Marinha paquistanesa, aeronaves e equipes da Agência de Segurança Marítima, que seguem vasculhando a área do acidente.
A aeronave desapareceu após a tripulação informar uma falha no sistema de navegação enquanto seguia em direção a Karachi. De acordo com a K2 Airways, o voo era operado por dois pilotos, dois engenheiros de voo e um integrante da equipe de apoio.
Até o momento, as autoridades não confirmaram o estado de saúde dos ocupantes nem divulgaram informações sobre possíveis sobreviventes. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, manifestou solidariedade às famílias dos tripulantes e afirmou acompanhar as operações de resgate.
Dados do serviço de monitoramento Flightradar24 mostram que, nos minutos que antecederam o desaparecimento, o avião apresentou um comportamento considerado anormal. A aeronave sofreu mudanças bruscas de altitude antes de iniciar uma descida acentuada, perdendo contato com o controle de tráfego aéreo pouco depois.
Segundo o registro do voo, o Boeing comunicou problemas no sistema de navegação às 21h18, no horário local. O controle aéreo tentou orientar a tripulação, mas cerca de três minutos depois os radares indicaram uma rápida perda de altitude, seguida pelo desaparecimento da aeronave.
As informações de rastreamento apontam que o cargueiro chegou a perder aproximadamente 1.500 metros de altitude em menos de um minuto. Em seguida, voltou a ganhar cerca de 1.800 metros em apenas 30 segundos antes de iniciar um mergulho final em direção ao mar. O último sinal recebido indicava que o avião voava a apenas 335 metros acima do nível do mar, com uma taxa de descida considerada extremamente elevada.
O Boeing 737-400 envolvido no acidente tinha 27 anos de operação. Inicialmente utilizado como avião de passageiros, foi entregue à companhia russa Aeroflot em 1999 e convertido para transporte de cargas em 2012. A aeronave passou a integrar a frota da K2 Airways em 2024, sendo o único avião operado pela empresa.
A companhia informou que está colaborando com a Autoridade de Aviação Civil do Paquistão e com os demais órgãos responsáveis pela investigação das causas do acidente. Até o momento, a Boeing não se pronunciou sobre o caso.
Se confirmadas mortes entre os ocupantes, este será o primeiro acidente aéreo fatal registrado no Paquistão desde 2020, quando um Airbus A320 da Pakistan International Airlines caiu durante a aproximação para pouso em Karachi, provocando a morte de 97 pessoas.







