
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (20) uma nova rodada de sanções contra Cuba, ampliando a pressão econômica do governo de Donald Trump sobre Havana. As medidas atingem três autoridades ligadas ao Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e nove entidades estatais, principalmente dos setores de mineração, metalurgia e construção civil.
O anúncio foi feito pelo governo americano após uma série de medidas adotadas contra autoridades e instituições cubanas. Em maio, Trump havia assinado um decreto ampliando as restrições contra integrantes do governo cubano, membros das forças de segurança e pessoas consideradas apoiadoras do regime.
Em comunicado, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o ICAP mantém uma rede de influência dentro do território americano. Segundo ele, a organização utilizaria atividades apresentadas como intercâmbios culturais e educacionais para identificar, recrutar e radicalizar simpatizantes.
Rubio também acusou o governo cubano de utilizar eventos relacionados ao centenário do nascimento de Fidel Castro para atrair estrangeiros para Havana. Na avaliação do secretário, essas iniciativas teriam como objetivo aproximar os visitantes de autoridades do governo cubano e ampliar sua rede de apoio internacional.
“As designações de hoje deixam claro que o governo Trump não tolerará os esforços do regime cubano para financiar sua repressão ou dar continuidade à sua campanha de atividades subversivas antiamericanas, que já dura décadas”, afirmou Rubio.
Entre os principais alvos está Fernando González Llort, presidente do ICAP e ex-integrante da inteligência cubana, segundo informações divulgadas por veículos internacionais. A inclusão do dirigente na lista de sanções aumenta as restrições impostas pelo governo americano a integrantes da estrutura de influência internacional de Havana.
Além das autoridades ligadas ao ICAP, nove entidades estatais cubanas foram incluídas no pacote de medidas. Entre os setores afetados estão mineração, metalurgia e construção civil. O Ministério da Construção de Cuba também aparece entre os alvos anunciados pelos Estados Unidos.
Segundo o governo americano, as entidades atingidas pelas sanções contribuem para o financiamento e a manutenção da estrutura do governo cubano. Com a inclusão na lista de restrições, as empresas e instituições podem enfrentar dificuldades para realizar operações com companhias americanas e acessar mecanismos do sistema financeiro internacional.
As novas medidas fazem parte da política de endurecimento adotada pelo governo Trump em relação a Cuba. Washington afirma que as sanções têm como objetivo pressionar o governo cubano e atingir estruturas consideradas responsáveis pelo financiamento de suas políticas internas e atividades internacionais.
As autoridades cubanas ainda podem reagir oficialmente ao novo pacote de sanções, que aumenta as restrições econômicas e financeiras impostas pelos Estados Unidos ao país.







