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Uma menina de oito anos morreu nos Estados Unidos após contrair uma rara infecção cerebral causada pela ameba Naegleria fowleri, conhecida popularmente como “ameba comedora de cérebro”. Identificada como Lillian Smart, a criança morreu no sábado (21), apenas um dia depois de completar oito anos. Segundo a família, ela estava internada em uma UTI pediátrica e não resistiu à gravidade das lesões provocadas pela infecção.

Em uma publicação nas redes sociais, familiares lamentaram a morte da menina e afirmaram que foram feitos todos os esforços para tentar mantê-la viva. A família também agradeceu o apoio recebido durante o período de internação e afirmou que encontrou força na comunidade formada em torno da criança.

O Departamento de Saúde da Louisiana confirmou, em 19 de agosto, um caso de infecção por Naegleria fowleri em um morador do estado. Na ocasião, a vítima havia sido hospitalizada e as autoridades informaram que a exposição provavelmente ocorreu durante um banho no Lago Claiborne.

O órgão estadual não identificou publicamente a paciente mencionada no comunicado. Entretanto, familiares de Lillian afirmaram nas redes sociais que a menina estava internada em um hospital de Ruston e que os médicos haviam identificado a infecção pela ameba como a causa da doença.

A Naegleria fowleri é um organismo microscópico encontrado principalmente em ambientes de água doce, como lagos, rios, lagoas e fontes termais. Embora seja considerada rara, a infecção pode ser extremamente grave quando a água contaminada entra pelo nariz.

A ameba pode alcançar o cérebro por meio da cavidade nasal e provocar uma doença chamada meningoencefalite amebiana primária, que causa inflamação e destruição do tecido cerebral. É justamente por esse mecanismo que o organismo ficou conhecido como “ameba comedora de cérebro”.

De acordo com as autoridades de saúde dos Estados Unidos, os primeiros sintomas costumam incluir dor de cabeça intensa, febre, náuseas e vômitos. Com a evolução da doença, podem surgir rigidez na nuca, alterações neurológicas, convulsões e coma.

A infecção apresenta progressão rápida depois que os sintomas começam. Segundo o Departamento de Saúde norte-americano, a doença geralmente evolui para a morte em aproximadamente cinco dias após o início dos sinais clínicos.

Apesar da gravidade, casos de infecção por Naegleria fowleri são considerados extremamente raros. O risco está associado principalmente à entrada de água contaminada pelo nariz, e não ao consumo da água.

A morte de Lillian mobilizou familiares e moradores da comunidade onde a menina vivia. Em outra manifestação, os parentes afirmaram que, embora não tenham conseguido permanecer com a filha, testemunharam momentos que consideraram milagrosos durante o período de tratamento.

A família também destacou o apoio recebido de pessoas próximas e de integrantes da comunidade durante os últimos dias de vida da criança. “Lil teria adorado ver todos se unindo”, disseram os familiares, ao lembrar da personalidade da menina e de sua disposição em ajudar outras pessoas.

O caso reforça os alertas das autoridades de saúde sobre os cuidados em ambientes de água doce, especialmente durante períodos de temperaturas elevadas. Embora a ocorrência seja rara, evitar a entrada de água potencialmente contaminada pelo nariz é uma das principais formas de reduzir o risco de exposição à Naegleria fowleri.

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