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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo (23) que as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos representam uma espécie de “segunda guerra” contra o país, ocorrendo paralelamente ao conflito militar. Em discurso transmitido pela televisão estatal iraniana, o presidente criticou a pressão econômica exercida pelo governo de Donald Trump e afirmou que o país enfrenta dificuldades em diferentes áreas.

Segundo Pezeshkian, a pressão contra o Irã ocorre nos campos econômico, militar e de segurança. “Lamentamos a existência desses problemas, pois nos encontramos em uma guerra em grande escala, nos âmbitos econômico, militar e de segurança”, declarou, segundo a agência iraniana IRNA.

As declarações foram feitas poucos dias depois de Trump anunciar novas medidas para ampliar o bloqueio econômico contra o Irã. Na quarta-feira (19), o presidente norte-americano também ameaçou adotar medidas de retaliação contra empresas e países que continuarem mantendo relações econômicas com Teerã.

O endurecimento das sanções aumenta a pressão sobre uma economia iraniana que já enfrenta dificuldades provocadas por anos de restrições internacionais. As medidas afetam áreas importantes das relações comerciais e financeiras do país e dificultam o acesso do Irã a mercados internacionais.

Durante o discurso, Pezeshkian reconheceu os desafios enfrentados pela população, mas destacou a capacidade de resistência dos iranianos diante das dificuldades. O presidente afirmou que a resiliência da população tem chamado a atenção internacional e aproveitou a fala para pedir união e solidariedade dentro do país.

O líder iraniano também afirmou que seu governo trabalha para reduzir os impactos da crise sobre a população, mencionando problemas relacionados à inflação, serviços públicos, emprego, renda e perspectivas para o futuro.

“Estamos nos empenhando com todas as nossas forças para conduzir a inflação, os problemas públicos, o sustento, os empregos, o futuro e a vida da população rumo à dignidade e ao orgulho”, afirmou.

A situação econômica do Irã já vinha sendo pressionada antes do novo pacote de medidas anunciado pelo governo norte-americano. O país enfrenta anos de sanções que restringem sua capacidade de realizar determinadas operações comerciais e financeiras com o exterior.

Antes das novas medidas anunciadas por Trump, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, já havia sinalizado que Washington pretendia ampliar a pressão econômica sobre Teerã. Segundo ele, seriam adotadas medidas consideradas “sem precedentes” contra o governo iraniano.

O novo cenário aumenta os desafios para Pezeshkian, que precisa lidar simultaneamente com as dificuldades econômicas internas e com a pressão externa. O governo iraniano tenta manter o funcionamento da economia e reduzir os efeitos das sanções enquanto busca preservar sua posição diante dos Estados Unidos.

Ao classificar a pressão econômica como uma segunda frente de guerra, Pezeshkian reforçou o discurso de resistência adotado pelo governo iraniano diante das medidas de Washington. Ao mesmo tempo, o presidente voltou a defender a união da população como uma das principais ferramentas para enfrentar o período de instabilidade.

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