
Um relatório do Pentágono alertou o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, que prolongar operações militares na guerra contra o Irã é “insustentável” e pode enfraquecer a capacidade de os EUA enfrentarem ameaças em outros lugares, inclusive na proteção de seu próprio território. As informações são do jornal Washington Post.
A avaliação foi apresentada a Hegseth por líderes do Exército, da Marinha e da Força Aérea norte-americanos, em um relatório na edição de 14 de agosto do “Secretary of Defense Orders Book” (Livro de Ordens do Secretário de Defesa), que reúne a disponibilidade de recursos militares dos EUA ao redor do mundo, com informações de altos funcionários de defesa. O documento costuma ser emitido duas vezes por mês pelo Pentágono.
Os líderes militares fizeram o alerta após uma determinação de que parte das tropas norte-americanas deveriam permanecer no Oriente Médio até 2027, que estaria no mesmo documento. As informações são do jornal The Washington Post.
As Forças Armadas dos EUA tiveram que deslocar navios, aeronaves e outros equipamentos para a guerra contra o Irã. Segundo fontes, essa disposição dos recursos limitou a capacidade desses comandos, da Europa e América Latina, de conduzir missões militares e treinamentos adequados nesses lugares.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse, em nota enviada ao Washington Post, que o órgão “não comenta processos operacionais internos”.
“Decisões sobre o escopo e a duração dos compromissos específicos de forças com qualquer Comando Combatente são tomadas com base na avaliação atual das ameaças, nas prioridades estratégicas estabelecidas pelo presidente e nas recomendações do presidente do Estado-Maior Conjunto e dos comandantes dos Comandos Combatentes”, complementou Parnell.
Avaliações confidenciais
Nas redes sociais, Parnell afirmou que “publicar avaliações altamente confidenciais do livro de ordens do secretário é um crime” e alegou que “grande parte do que estão publicando é imprecisa”.
“Claro, exigimos conselhos militares francos. Discordâncias são padrão. O secretário as vê constantemente. É assim que se administra um verdadeiro exército”, afirmou o porta-voz do Pentágono.
A guerra dos Estados Unidos contra o Irã começou em 28 de fevereiro – há 184 dias. No mês passado, o Departamento de Defesa informou ao Congresso norte-americano que já foram gastos US$ 37 bilhões no conflito.







