
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta quarta-feira (12) a entrada da Colômbia em uma coalizão militar formada por países do Hemisfério Ocidental para combater o narcotráfico e organizações criminosas.
Durante encontro com o novo ministro da Defesa colombiano, Jorge Eduardo Mora, no Panamá, Hegseth afirmou que o governo de Bogotá também autorizou “operações militares conjuntas para destruir terroristas e redes terroristas”.
A reunião ocorreu no âmbito da chamada Coalizão das Américas contra Cartéis, iniciativa que reúne governos alinhados à política de segurança do presidente americano Donald Trump.
EUA ampliam atuação na região
A estratégia de Washington para a América Latina ganhou força nos últimos meses, incluindo operações militares contra embarcações suspeitas de transportar drogas e uma incursão que resultou na deposição do líder venezuelano Nicolás Maduro, segundo o texto.
As ações americanas também provocaram críticas internacionais. Os opositores da política dos EUA questionam a legalidade dos ataques e afirmam que algumas operações poderiam configurar crimes de guerra.
Hegseth, por sua vez, criticou o Tribunal Penal Internacional e incentivou os países aliados a deixarem a organização. O secretário comparou os grupos envolvidos no tráfico de drogas a organizações extremistas como Al-Qaeda e Estado Islâmico.
Durante o encontro no Panamá, ele também retomou a ideia de uma versão atualizada da Doutrina Monroe, chamada pelo governo Trump de “Doutrina Donroe”, em referência ao sobrenome do presidente americano.
“Defenderemos nosso hemisfério de ameaças externas”, afirmou Hegseth, citando tanto o narcotráfico quanto a influência de potências estrangeiras.
Colômbia adota postura mais dura contra grupos criminosos
A aproximação entre Washington e Bogotá ocorre após a posse do presidente colombiano Abelardo de La Espriella, que assumiu o cargo com uma agenda voltada ao endurecimento do combate ao crime organizado e às atividades ligadas ao narcotráfico.
O governo Trump anunciou, na última sexta-feira (7), um plano de US$ 1 bilhão em assistência de segurança à Colômbia.
Durante a posse, De La Espriella prometeu combater as plantações utilizadas para a produção de drogas e anunciou a adesão ao programa Escudo das Américas, criado pelo governo americano.
O novo presidente colombiano também responsabilizou o governo anterior, de Gustavo Petro, pela expansão de grupos armados no país.
Panamá reforça alinhamento com Washington
O encontro da coalizão ocorreu no Panamá, país considerado estratégico para os Estados Unidos devido à importância do Canal do Panamá, por onde passa cerca de 5% do comércio marítimo mundial.
O presidente panamenho, José Raúl Mulino, classificou o tráfico de drogas e de pessoas como uma das principais ameaças à região e rejeitou preocupações de que a iniciativa militar pudesse representar uma violação da soberania dos países participantes.
Segundo Mulino, os grupos criminosos transnacionais são justamente os que representam uma ameaça à soberania regional.







