
O ex-boxeador porto-riquenho Prichard “Digget” Colón morreu nesta quinta-feira (13), aos 31 anos. A informação foi divulgada pelo pai do atleta nas redes sociais. Colón permanecia em estado vegetativo desde 2015, quando sofreu uma grave lesão cerebral durante uma luta profissional.
O acidente ocorreu em outubro de 2015, durante o confronto contra o norte-americano Terrel Williams. Durante a luta, Colón recebeu diversos golpes na parte posterior da cabeça, região considerada irregular no boxe.
Após o combate, o atleta começou a apresentar sintomas e foi levado para atendimento médico. Exames identificaram um hematoma subdural, condição caracterizada pelo acúmulo de sangue entre o cérebro e o crânio.
Na época, Colón tinha apenas 23 anos. Ele passou por uma cirurgia de emergência e permaneceu 221 dias em coma. Após despertar, ficou em estado vegetativo e necessitou de cuidados permanentes.
Carreira interrompida
Antes do acidente, Prichard Colón era considerado uma das principais promessas do boxe de Porto Rico.
O atleta teve uma carreira profissional curta, mas de destaque. Em 24 lutas, conquistou 23 vitórias, sendo 13 por nocaute, e sofreu apenas uma derrota.
Colón também representou Porto Rico nas categorias de base e conquistou a medalha de ouro no Campeonato Pan-Americano Juvenil de 2010.
Sua carreira, porém, foi interrompida abruptamente aos 23 anos após a lesão sofrida dentro do ringue.
Repercussão
O caso de Colón ganhou repercussão internacional e levantou discussões sobre segurança e golpes ilegais no boxe, especialmente aqueles direcionados à parte posterior da cabeça.
Durante os anos seguintes, familiares e fãs acompanharam a recuperação do ex-boxeador e compartilharam sua trajetória nas redes sociais.
A morte de Prichard Colón encerra uma história marcada por uma carreira promissora interrompida de forma precoce e por quase uma década de luta pela vida após o acidente no ringue.







