
A ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon Hee, de 53 anos, foi condenada a mais sete anos de prisão por corrupção passiva. Esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol, ela já estava presa desde agosto de 2025, quando recebeu uma pena de quatro anos por crimes como tráfico de influência, fraude em ações e pagamento de propina.
Segundo a decisão do Tribunal Distrital Central de Seul, Kim aceitou joias e outros presentes de alto valor em troca de influência em nomeações para cargos públicos. Esta é a primeira condenação de uma ex-primeira-dama na história da Coreia do Sul.
Justiça apontou troca de favores
De acordo com a acusação, a ex-primeira-dama recebeu bens avaliados em cerca de 103,8 milhões de wons (aproximadamente US$ 68 mil), entre eles um colar da Van Cleef & Arpels, um broche da Tiffany & Co. e brincos da Graff. Os presentes teriam sido entregues pelo empresário Lee Bong-kwan, presidente da Suh Hee Construction, entre março e maio de 2022.
A Justiça concluiu que os itens não configuravam simples presentes de cortesia, mas faziam parte de uma relação de troca de favores. Segundo a sentença, o empresário buscava utilizar a influência da então primeira-dama para beneficiar interesses comerciais e obter apoio em nomeações para cargos públicos.
Além das joias, o tribunal considerou que Kim recebeu uma estatueta de tartaruga de ouro e uma réplica de uma obra de arte em troca de apoio à indicação de Lee Bae-yong para a presidência da Comissão Nacional de Educação.
Durante o julgamento, Kim negou ter cometido irregularidades, afirmando que os presentes foram recebidos por amizade e sem qualquer compromisso de contrapartida. A Corte, no entanto, entendeu que as provas demonstraram a existência de uma relação de favorecimento entre a ex-primeira-dama e o empresário.
Com informações de Metrópoles







