Ex-superintendente da Polícia Federal do Amazonas, delegado Alexandre Saraiva, autor de notícia-crime contra o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, classifica como “tenebroso” o atual momento da PF e diz que há uma sanha por parte da atual direção para calar policiais.

“A decisão do STF não poderia ter chegado em melhor hora, ante a sanha para calar policiais que, no cumprimento do seu dever funcional, atingem os grandes criminosos do nosso país. Aliás, vários destes policiais têm sido atingidos por sucessivas ‘coincidências’, pelas quais perdem cargos de chefia e deixam de ser promovidos”, escreveu Saraiva em sua defesa à Polícia Federal,  na segunda (23).

À título de exemplo, Alexandre Saraiva cita entre os atingidos Franco Perazzoni e Rubens Lopes da Silva. Perazzoni, que pediu a busca e apreensão contra Salles, por exemplo, teve sua promoção barrada por Paulo Maiurino, diretor-geral da PF.

Rubens Lopes da Silva, chefe da Divisão de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente, que investigou o então Ricardo Salles, também, não saiu ileso. Conforme destacou Saraiva, ele foi afastado do cargo.

Alexandre Saraiva comandou a Operação Handroanthus, que promoveu a maior apreensão de madeira ilegal da história do país, em dezembro de 2020.

Um dia após enviar a notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Ricardo Salles ao Supremo, Saraiva foi removido da Superintendência da PF no Amazonas pelo recém-empossado diretor-geral da PF, Paulo Maiurino. 

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