
Entidade máxima do futebol, a Fifa emitiu comunicado nesta terça-feira (28) revelando a intenção de vender parte de suas ações para investidores privados, com a intenção de gerar mais dinheiro. Diante desse cenário, a Uefa ameaça um boicote.
Na nota, a Fifa destaca que precisa da aprovação dos membros associados para a criação do Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária com controle majoritário da entidade. Essa empresa ficaria responsável por consolidar as operações comerciais e das principais competições organizadas pela entidade.
Com esse novo investimento, a Fifa projeta que cada federação receberá US$ 20 milhões (R$ 102 milhões) no ciclo 2027-30. A cota atual prevista é de US$ 8 milhões (R$ 41 milhões). A entidade ainda destaca um crescimento gradual desse valor nos dois ciclos seguintes.
Na prática, a Fifa “privatizaria” seus principais torneios, como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes, o que acarretaria em mais times, mais seleções, mais jogos e, logicamente, ainda mais dinheiro, para todos, incluindo o presidente Gianni Infantino.
Uefa ameaça boicotar a Fifa
Principal crítica da Fifa e de Infantino, principalmente após os incidentes na Copa do Mundo, como o Caso Balogun, a Uefa emitiu um comunicado criticando a decisão da entidade:
“Isso cruza uma linha que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar. A Uefa leva isso extremamente a sério. Toda Associação Nacional de Futebol também deveria. Todo stakeholder também: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos que se importam com o futuro do esporte.
A alma e a governança do futebol não são ativos para negociar — especialmente com zero transparência quanto a quem ganha financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo.”
A Sky News, da Inglaterra, informou que a entidade convocou uma reunião de emergência e que haverá uma ameaça de boicote caso os planos da Fifa se concretizem.
A Uefa é a associação mais “poderosa” do mundo do futebol, já que possui o maior número de países sobre a sua “asa” e a maioria das consideradas principais federações. Um ato da Fifa sem apoio dos europeus certamente enfraqueceria a decisão e o futuro da entidade e dos torneios.
Com informações de Itatiaia.







