
O filho de Andrea Pirlo, Nicoló Pirlo, usou as redes sociais para defender o pai após o ex-jogador ser descartado pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) para assumir o comando técnico da seleção da Itália.
Em uma publicação no Instagram, Nicoló lamentou a forma como o pai foi tratado durante o processo e afirmou sentir orgulho do homem e do profissional que Andrea Pirlo representa.
“Tenho orgulho do homem que é, muito antes do profissional que todo mundo conhece”, escreveu.
Filho critica julgamentos
No texto, Nicoló afirmou que a decepção vai além da escolha de um treinador e criticou os julgamentos feitos contra o ex-jogador.
Segundo ele, Pirlo sempre demonstrou dedicação à carreira, respeito pelos colegas de profissão e compromisso com os valores que defende.
O filho do treinador também lamentou que, em sua visão, o ambiente criado em torno da escolha tenha dado mais importância às polêmicas do que à competência profissional.
Polêmica envolveu clube dos Emirados Árabes
Nos últimos dias, Andrea Pirlo apareceu entre os principais candidatos para assumir a seleção italiana após as recusas de Carlo Ancelotti e Pep Guardiola.
Atualmente, o treinador comanda o United FC, dos Emirados Árabes Unidos.
Entretanto, veículos da imprensa italiana passaram a relacionar Pirlo ao empresário russo Sergey Lomakin, proprietário do United FC e apontado como ligado à casa de apostas russa Fonbet.
Após a repercussão, a FIGC comunicou ao treinador que ele não seria o escolhido para liderar o projeto da seleção rumo à Copa do Mundo de 2030.
Mudança provocou crise na Federação Italiana
A decisão também provocou mudanças nos bastidores da federação.
Segundo a Sky Sports Italia, Paolo Maldini e Leonardo pediram demissão da FIGC nesta segunda-feira (27), apenas 16 dias após assumirem seus cargos, depois da confirmação de que Pirlo não comandaria a equipe nacional.
Maldini ocupava o cargo de diretor técnico, enquanto Leonardo atuava como consultor da entidade.
Itália busca reconstrução
A seleção italiana atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história recente.
A tetracampeã mundial não disputa uma Copa do Mundo desde 2014, ficando de fora das edições de 2018, 2022 e 2026.
Diante desse cenário, a FIGC iniciou um processo de reconstrução e buscou inicialmente convencer Carlo Ancelotti e Pep Guardiola a assumirem o comando da Azzurra, mas ambos recusaram o convite.







