
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (10/10), que o Brasil enfrenta uma “guerra espiritual”. A declaração ocorreu durante um culto realizado no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, com a presença do governador eleito Douglas Ruas (PL) e do pastor Silas Malafaia.
Durante o discurso, o senador mencionou as dificuldades de enfrentar pessoas que considera perigosas e associou o atual cenário brasileiro a um conflito de natureza espiritual.
O evento celebrou o centenário da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, denominação religiosa que apoiou Ronaldo Caiado (PSD) no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026.
Nas disputas de 2018 e 2022, a igreja havia manifestado apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno da eleição presidencial contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A votação está marcada para 25 de outubro.
Governador eleito pede orações pelo estado e pelo país
Douglas Ruas também discursou durante a celebração religiosa, realizada poucas horas depois de sua eleição ao governo do Rio de Janeiro ser confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).
A confirmação ocorreu após a retotalização dos votos, que excluiu 274.411 sufrágios atribuídos a Anthony Garotinho (Republicanos).
Com a atualização do resultado, Ruas alcançou 50,88% dos votos válidos, percentual suficiente para garantir sua eleição no primeiro turno.
Durante o culto, o governador eleito destacou a importância da fé e pediu que os participantes orassem pelas famílias, pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil.
Em seu pronunciamento, Ruas também afirmou que a sociedade enfrenta desafios relacionados à preservação de valores religiosos e ressaltou a presença dos fiéis na celebração.
Douglas Ruas é investigado pelo Ministério Público
O governador eleito é alvo de uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que apura suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e organização criminosa.
A investigação envolve a evolução patrimonial de empresas ligadas a Ruas e contratos celebrados durante o período em que ele esteve à frente da Secretaria das Cidades.
O procedimento ainda está em fase inicial, e as suspeitas investigadas não representam uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal do governador eleito.
Com informações de Metrópoles







