
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, fez duras críticas à direção da Polícia Federal nesta quinta-feira (23) e acusou o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, de interferir na autonomia da instituição. Durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, o parlamentar afirmou que o chefe da PF atua como “pau-mandado do Lula”, mas ressaltou que suas declarações não se dirigem aos policiais federais.
Segundo Flávio, a atuação da Polícia Federal mudou desde o início do atual governo. Na avaliação do senador, a corporação perdeu independência sob o comando de Andrei Rodrigues.
“O que aconteceu a partir do governo Lula é algo nunca antes visto na história do Brasil, começando pelo chefe da Polícia Federal, alguém que está ali, pau-mandado do Lula, claramente não deixa que a Polícia Federal exerça a sua autonomia”, declarou.
Durante a transmissão, o parlamentar também afirmou ser alvo de perseguição política e acusou parte da imprensa de promover uma campanha para desgastar sua imagem. Segundo ele, existe uma “construção de narrativa” baseada em acusações sem fundamento para descredibilizá-lo perante a opinião pública.
Flávio disse ainda que enfrenta o mesmo tratamento que, segundo ele, foi direcionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai.
“A perseguição é desproporcional. Não adianta eu ficar me explicando ponto a ponto cada vez que me acusam de alguma coisa porque não tem nada, mas cria-se essa atmosfera […]. Eu não sou investigado em absolutamente nada. É só a imprensa me julgando e me condenando todos os dias, 24 horas por dia”, afirmou.
O senador também comentou a reportagem que apontou a emissão e o posterior cancelamento de duas notas fiscais, no valor total de R$ 1 milhão, por seu escritório de advocacia em favor da empresa Copenhagen Consultoria. Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a empresa é apontada como integrante da estrutura empresarial ligada ao controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Ao abordar o caso, Flávio Bolsonaro negou qualquer irregularidade e afirmou que está sendo alvo de acusações justamente por não ter prestado serviços à empresa.
“Estou sendo acusado de não aceitar trabalhar para uma empresa que supostamente tem alguma coisa com o Vorcaro. E quem recebeu o dinheiro de verdade, dando alguma contrapartida pública, esse pessoal você não vê a grande mídia falando”, disse.
O parlamentar também questionou a divulgação das notas fiscais, alegando que o documento estaria protegido por sigilo profissional. Segundo ele, os registros só poderiam estar em poder do próprio escritório de advocacia ou de órgãos públicos, e não deveriam ter sido tornados públicos.
As declarações foram feitas em meio ao aumento das críticas do senador à atuação de órgãos de investigação e do Judiciário, enquanto mantém sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026.







