Foto: Samuel Estevão/Fato Amazônico

A presença intensa de fumaça na atmosfera de Manaus provocou mudanças no funcionamento de instituições de ensino e levou à interrupção temporária de atividades presenciais. A decisão envolve a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e as escolas da rede municipal, em meio à preocupação com os efeitos da poluição sobre a saúde da população.

As medidas foram adotadas diante da deterioração da qualidade do ar, que aumenta a exposição de estudantes, professores e funcionários a partículas suspensas na atmosfera. A situação exige atenção especial com crianças, idosos e pessoas que apresentam problemas respiratórios.

Universidades adotam medidas preventivas

Na Universidade do Estado do Amazonas, a suspensão das atividades presenciais foi estabelecida para o período de 19 a 23 de outubro. A medida alcança unidades da capital e campi do interior sujeitos aos efeitos da fumaça, conforme as orientações divulgadas pela instituição.

Já na Universidade Federal do Amazonas, a interrupção das atividades presenciais foi anunciada para períodos específicos entre segunda-feira (19) e terça-feira (20), abrangendo os campi de Manaus e Itacoatiara. A instituição também prevê alternativas para a continuidade das atividades acadêmicas, conforme a organização de cada curso e setor.

Escolas municipais também são afetadas

Na rede municipal de ensino, a suspensão das aulas presenciais nesta segunda-feira (19) busca reduzir a exposição dos alunos e dos profissionais da educação à poluição atmosférica.

A medida ocorre em um momento de preocupação com os níveis de partículas finas registrados na capital. Esses poluentes podem penetrar profundamente no sistema respiratório e provocar irritação nos olhos e na garganta, tosse e agravamento de doenças preexistentes.

Qualidade do ar preocupa moradores

A fumaça que atinge Manaus está relacionada aos focos de queimadas registrados na região amazônica. A poluição atmosférica pode se intensificar conforme as condições meteorológicas dificultam a dispersão dos poluentes.

Diante desse cenário, a população deve evitar atividades físicas intensas ao ar livre durante períodos de fumaça elevada e reduzir a exposição prolongada ao ar contaminado. Pessoas que apresentarem falta de ar, dor no peito ou agravamento de sintomas respiratórios devem procurar atendimento médico.

A retomada das aulas e das demais atividades presenciais depende das orientações oficiais de cada instituição. Até lá, o acompanhamento dos comunicados é importante para que estudantes e responsáveis possam se organizar.

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