Jovem foi jogada de rope jump sem equipamentos de segurança, em Limeira, no interior de São Paulo • Reprodução

O Governo Federal estuda a demolição da ponte do Esqueleto, localizada em Limeira, no interior de São Paulo, onde a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu, neste sábado (13), após ser lançada sem corda durante a prática de “rope jump”.

Segundo o MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), duas reuniões foram realizadas na região da ponte, nesta segunda-feira (15), onde os governos federal e municipais discutiram soluções em conjunto e o bloqueio do acesso ao local.

A reunião contou com a representação do Governo Federal por meio da SPU (Secretaria de Patrimônio da União) e da AGU (Advocacia Geral da União), e dos municipais com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e o prefeito de Limeira, Murilo Felix, e suas equipes.

Durante o encontro, tanto a prefeita de Cordeirópolis quanto o prefeito de Limeira afirmaram que existem ações de contenção que já são tomadas pelos municípios para bloquear o acesso à ponte. Os dois também se posicionaram a favor da demolição.

A Prefeitura de Cordeirópolis e a SPU combinaram o reforço de ações para conter o acesso à ponte, e a Prefeitura de Limeira se comprometeu a reabrir uma vala que impedia o acesso ao local, mas foi fechada posteriormente, sem conhecimento do órgão.

A SPU-SP também se comprometeu com a instalação de barreiras físicas, além de placas de aviso, para informar que a ponte é de propriedade da União e a entrada é proibida.

Além disso, a SPU informou que a discussão com os governos locais continuará para encontrar uma solução definitiva para a ponte, podendo ser a demolição.

A ponte foi oficialmente transferida para o Patrimônio da União sob gestão da Secretaria em maio, e, segundo a SPU, a realização de atividades esportivas não foram autorizada no local.

Anteriormente, a Prefeitura de Limeira havia informado que processaria o Governo Federal, alegando omissão, já que seriam exclusivamente responsáveis pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte. A administração municipal diz que, desde 2025, já havia encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança.

Entenda o caso de Maria Eduarda

A jovem de 21 anos que praticava rope jump em Limeira, na Trilha da Ponte do Esqueleto, no interior de São Paulo, morreu na manhã deste sábado (13). A empresa que realiza os saltos não colocou a corda que deveria segurar Maria Eduarda, que foi lançada de cerca de 40 metros.

Após a queda de Maria Eduarda, pessoas no local teriam realizado manobras de RCP até a chegada da equipe do SAMU, mas o óbito foi constatado no local por politraumatismo. Até o momento, três funcionários da empresa foram presos.

Segundo o boletim de ocorrência, quando os agentes da polícia chegaram ao local, encontraram dois indivíduos próximos à vítima e questionaram o que teria ocorrido. Quando um dos policiais se afastou para prestar apoio ao resgate, os indivíduos tentaram fugir em direção a uma área de vegetação. Por conta disso, foi solicitado apoio de outras viaturas e da aeronave da PM para localizar os homens.

A Polícia Civil entendeu que os elementos indicam que os investigados assumiram o risco de produzir o resultado morte, e além da falta de segurança, o local apresenta um histórico de ocorrências graves, inclusive com outras mortes.

Por isso, os três foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual. A audiência de custódia dos suspeitos foi realizada na manhã deste domingo (14) e a Justiça de São Paulo converteu a prisão em preventiva.

Com informações da CNN Brasil.

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