
Um grupo de proprietários de motos aquáticas e embarcações se reuniu na manhã deste domingo (31) para auxiliar nas buscas por Dheorge Pereira Bernardino, desaparecido há uma semana após um passeio de moto aquática em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo.
A mobilização voluntária foi organizada pelo Alcatrazes Jet Club e divulgada nas redes sociais pelo prefeito de Ilhabela, Felipe Augusto (PSDB). Os participantes partiram da Marina Alcatrazes, em Porto Grande, com o objetivo de ampliar a área de procura e colaborar com as equipes oficiais de resgate.
“Se você possui equipamento náutico e pode contribuir de alguma forma, sua presença pode fazer a diferença”, dizia o convite compartilhado pelos organizadores.
Buscas entram no sétimo dia
Enquanto os voluntários atuam no mar, as buscas oficiais seguem neste domingo após uma nova avaliação do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), que decidiu manter a operação.
A ação conta com três embarcações — dois botes e uma lancha — além de oito militares. A Marinha do Brasil também participa da operação com duas embarcações, sete agentes e o apoio de uma aeronave.
Caso ganhou repercussão nacional
Dheorge desapareceu no fim da tarde do último domingo (24), quando realizava um passeio de moto aquática ao lado de Bruna Damaris Sant’Anna da Silva, de 26 anos.
Bruna foi encontrada com vida na terça-feira (26), após permanecer cerca de 42 horas à deriva em alto-mar. Ela recebeu atendimento médico e já teve alta hospitalar.
Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, a jovem afirmou que já prestou depoimento às autoridades e esclareceu os detalhes do ocorrido.
Segundo Bruna, a moto aquática começou a afundar após ser invadida pela água, impossibilitando que os dois permanecessem sobre o equipamento.
“A correnteza estava muito forte e nos levava para o mar aberto. Era impossível continuar segurando a moto aquática”, relatou.
Ela também esclareceu que conheceu Dheorge pouco antes do passeio, durante uma confraternização em uma embarcação, e afirmou que ambos permaneceram juntos na água até a madrugada de terça-feira.
“Meu colega não tirou o colete e eu não o vi afundando”, declarou.
Esperança continua
Até o momento, as equipes localizaram apenas um colete salva-vidas que seria de Dheorge. Apesar do tempo transcorrido desde o desaparecimento, familiares, amigos e voluntários mantêm a esperança de encontrar o homem e seguem acompanhando as operações realizadas pelas autoridades.
As buscas continuam ao longo deste domingo, com monitoramento por mar e ar na região de Ilhabela.







