Edson Fernando Cardoso foi condenado a 27 anos e oito meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio da amazonense Clísia Lima da Silva, de 35 anos, e pela ocultação do cadáver. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri, que acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Natural de Manacapuru, no Amazonas, Clísia desapareceu no dia 29 de outubro de 2024, na cidade de Extrema (MG), onde morava com o companheiro. Dias depois, o corpo da amazonense foi encontrado por um morador na Represa de Piracaia, no interior de São Paulo.

Durante o julgamento, familiares e amigas relataram que o relacionamento era marcado por agressões, controle e violência psicológica. A acusação também apresentou um boletim de ocorrência registrado pela amazonense antes do crime, no qual ela denunciava Edson por violência física.

Em depoimento, Edson confessou apenas que ocultou o corpo da companheira na represa, mas negou ter cometido o assassinato. A versão foi rejeitada pelos jurados, que o condenaram pelo feminicídio da amazonense Clísia Lima e determinaram o cumprimento da pena em regime inicial fechado.

Relembre o caso

A amazonense Clísia Lima da Silva, de 35 anos, natural de Manacapuru, havia se mudado para a região de Bragança Paulista (SP) ao lado de Edson Fernando Cardoso. No dia 30 de novembro de 2024, ela foi encontrada morta no Rio Jaguari, em Piracaia (SP), com as mãos e os pés amarrados.

Segundo o delegado Sandro Montanari, da Seccional de Bragança Paulista, a vítima morreu em decorrência de politraumatismo craniano, provocado por uma forte pancada na cabeça e na coluna. O laudo também apontou que não havia sinais de luta ou resistência, indicando que a amazonense pode ter sido surpreendida pelo agressor.

As investigações da Polícia Civil apontaram para um crime passional, possivelmente motivado por ciúmes. A identificação de Clísia foi confirmada por meio das impressões digitais e das tatuagens da vítima.

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