
Os hospitais da Venezuela enfrentam uma grave crise de abastecimento após os terremotos registrados na última quarta-feira (24). Segundo o pediatra Huniades Urbina-Medina, de Caracas, faltam itens básicos para o atendimento às vítimas, como água potável, antibióticos, soro intravenoso, anestésicos e lençóis descartáveis.
Em entrevista à CNN, o médico afirmou que a situação se agravou drasticamente após o desastre natural e que o sistema de saúde já operava em condições precárias antes dos tremores.
De acordo com Urbina-Medina, pelo menos dois hospitais, um localizado em Caracas e outro em La Guaira, sofreram colapso em decorrência dos terremotos. Segundo ele, as unidades possuíam estruturas antigas e não recebiam manutenção adequada.
“É muito, muito difícil para todos os médicos e enfermeiros lidar com esses pacientes que precisam de tudo isso. E não temos nada além da nossa vontade de ajudá-los nesta situação”, afirmou.
Sistema de saúde já enfrentava dificuldades
O pediatra explicou que a escassez de medicamentos e materiais hospitalares já fazia parte da rotina dos profissionais de saúde antes dos terremotos. Com o aumento repentino do número de feridos, a capacidade de resposta do sistema foi ainda mais comprometida.
Além da falta de insumos, o médico demonstrou preocupação com a distribuição da ajuda humanitária enviada por diversos países.
Segundo ele, não há informações claras sobre a chegada e o destino dos materiais enviados para atender a população afetada.
“Não sabemos o que chegou à Venezuela. Não sabemos onde estão os itens que estão sendo enviados”, declarou.
Enquanto equipes nacionais e internacionais seguem atuando nas operações de resgate, profissionais da saúde alertam que a reposição urgente de medicamentos, equipamentos e materiais hospitalares será fundamental para evitar o agravamento da crise humanitária provocada pelos terremotos.







