
O Infarto Agudo do Miocárdio é uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil. Embora a doença seja estatisticamente mais frequente em homens, o cenário para o público feminino é mais crítico. As mulheres apresentam um risco cerca de 30% maior de mortalidade após sofrerem um ataque cardíaco.
O grande desafio está no diagnóstico. Muitas vezes, o infarto feminino não segue o padrão clássico da dor intensa que irradia para o braço esquerdo. Por isso, conhecer os sinais atípicos é fundamental para salvar vidas.
Diferente dos homens, as mulheres podem manifestar sinais que facilmente se confundem com outros problemas, como crises de ansiedade ou mal-estar digestivo. Fique atenta se sentir cansaço extremo e sem explicação, falta de ar e náuseas, tontura ou desmaios, dor nas costas, no pescoço ou na mandíbula, e sensação de pressão ou desconforto no peito, mesmo que leve.
A Dra. Denise Pellegrini, cardiologista intervencionista e Diretora de Comunicação da SBHCI, explica que a menopausa é um divisor de águas na saúde da mulher. A queda do estrogênio, que funciona como um “escudo” natural, altera a saúde vascular. “A queda do estrogênio faz com que os vasos sanguíneos endureçam, o que aumenta o risco de doenças do coração. Dessa forma, o acúmulo de gordura nas artérias acontece de forma mais rápida”, ressalta a especialista. Cerca de dez anos após a menopausa, o risco cardiovascular da mulher se iguala ao do homem.
Além das questões hormonais, outros hábitos e condições potencializam o risco de infarto. O tabagismo, a hipertensão arterial e o diabetes são grandes vilões. O colesterol elevado, a obesidade e o estresse crônico também contribuem para o entupimento das artérias coronárias.
A prevenção passa obrigatoriamente por mudanças no estilo de vida. A Dra. Denise Pellegrini recomenda a prática regular de atividades físicas: no mínimo 5 vezes na semana, por pelo menos 30 minutos. A alimentação deve ser rica em carnes magras, peixes, fibras e vegetais. É essencial evitar alimentos ultraprocessados. “Manter uma boa qualidade do sono é importante, assim como o controle da obesidade e evitar o tabagismo”, reforça a cardiologista.
No infarto, o tempo é o seu maior aliado. Se você sentir dor no peito persistente por mais de 15 a 20 minutos, não ignore. Ligue imediatamente para o SAMU (192). O sinal de alerta máximo inclui suor frio, náusea e dor irradiada para as costas ou mandíbula. “O tempo ideal para tratamento é de até 90 minutos após o início dos sintomas. Não espere para ver se passa”, alerta a Dra. Denise. Um atendimento rápido reduz drasticamente as chances de sequelas graves e óbito.
Com informações de portal Saúde em Dia







