A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Moskitão, que responde ao processo em liberdade, é acusado de tentar beijar Tokinho sem consentimento e de fazer comentários de cunho sexual e discriminatório relacionados ao nanismo.
A situação aconteceu durante uma live na Twitch, em um evento de música na capital paulista. Segundo a acusação, Moskitão se aproximou de Tokinho para entrevistá-lo e, durante a conversa, insistiu em tentativas de contato físico.
A conversa também teve comentários sobre o nanismo. Ao ser questionado sobre o que considerava uma deficiência, Moskitão respondeu que seria algo que “não condiz com o normal” e fez referências de cunho sexual.
Em outro trecho, chamou Tokinho de “anão”. O influenciador o corrigiu e pediu que fosse chamado de “pessoa com nanismo”. As falas e a abordagem foram registradas pela transmissão ao vivo.
Após o episódio, Tokinho publicou um vídeo no qual falou sobre o ocorrido. “Eu me senti desrespeitado, constrangido”, afirmou. Ele também registrou um boletim de ocorrência.
Com o recebimento da denúncia, Moskitão passou a responder a uma ação penal. Ele foi enquadrado por importunação sexual, prevista no Código Penal, e discriminação em razão de deficiência, prevista na Lei Brasileira de Inclusão.
O Ministério Público também pediu que, em caso de condenação, a Justiça determine o pagamento de ao menos R$ 10 mil a Tokinho como reparação pelos danos causados.
Moskitão produz conteúdo de humor nas redes sociais, com entrevistas e abordagens de pessoas em eventos. Tokinho, por sua vez, é humorista e influenciador, acumula 1 milhão de seguidores no Instagram e já participou de produções na televisão e no cinema, como o filme Marte Um.
Com Metrópoles.