
O presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou neste domingo (31) que Teerã não aprovará nenhum acordo com os Estados Unidos enquanto seus direitos não forem plenamente garantidos.
A declaração foi divulgada pela agência de notícias semioficial Tasnim e ocorre em meio às negociações entre os dois países para transformar o atual cessar-fogo em um entendimento mais amplo e duradouro.
“Os soldados do campo de batalha diplomático não confiam nas palavras e promessas do inimigo”, declarou Qalibaf.
Segundo o líder iraniano, o governo está focado em obter resultados concretos antes de assumir qualquer compromisso formal.
“O que importa para nós são as conquistas tangíveis que devemos obter, em troca das quais cumpriremos nossos compromissos”, acrescentou.
Exigências de Trump geram tensão
As declarações ocorrem poucos dias após autoridades americanas indicarem avanços nas negociações entre Washington e Teerã.
Na última quinta-feira, fontes ligadas ao governo dos Estados Unidos informaram que as partes haviam alcançado um acordo provisório para transformar a atual trégua em uma solução mais estável para o conflito.
Entretanto, novas exigências apresentadas pelo presidente Donald Trump na sexta-feira provocaram reações negativas por parte do governo iraniano.
Entre os pontos defendidos pelo líder americano estão a garantia de que o Irã não desenvolverá armas nucleares, a abertura irrestrita do Estreito de Ormuz à navegação internacional e medidas relacionadas ao desbloqueio de ativos iranianos mantidos no exterior.
Futuro das negociações permanece indefinido
As críticas de autoridades iranianas às condições impostas por Washington aumentaram as incertezas sobre a conclusão de um acordo definitivo.
Apesar das divergências, representantes dos dois países seguem mantendo canais de diálogo abertos, enquanto mediadores internacionais acompanham as negociações em busca de uma solução que possa reduzir as tensões na região do Golfo.
O posicionamento de Qalibaf reforça a cautela adotada pelo Irã e sinaliza que qualquer entendimento dependerá de garantias consideradas satisfatórias pelo governo de Teerã.







