
A informação foi divulgada pela imprensa estatal iraniana. Em comunicado publicado pelo canal da agência Fars no Telegram, a Guarda Revolucionária afirmou ter apreendido um dos mais modernos veículos submarinos inteligentes e não tripulados das Forças Armadas dos EUA.
Segundo os iranianos, o equipamento utiliza tecnologia avançada e teria sido entregue às Forças Armadas americanas em 2025. A Guarda Revolucionária informou que pretende divulgar imagens do veículo nas próximas horas.
Até o momento, o governo dos Estados Unidos não confirmou a captura.
Irã ameaça retaliar novos ataques dos EUA
A declaração ocorre um dia depois de autoridades iranianas ameaçarem reagir a novos ataques americanos contra o país. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que instalações de energia e empresas americanas de petróleo e gás na região poderiam ser alvo de retaliação.
“Ataquem nossos ativos e serão atacados. Já provamos isso”, declarou Qalibaf, fazendo referência aos ataques iranianos contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio durante o conflito.
A manifestação ocorreu após o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmar que a frota de petroleiros iranianos estaria “indefesa”.
Estreito de Ormuz aumenta tensão entre os países
O Estreito de Ormuz permanece no centro da disputa entre Irã e Estados Unidos por ser uma das principais rotas utilizadas para o transporte internacional de petróleo e gás.
O governo iraniano vem impondo restrições ao tráfego marítimo desde o início do atual conflito, iniciado em 28 de fevereiro. Autoridades de Teerã também anunciaram a intenção de estabelecer uma nova zona restrita no Golfo e criar um novo corredor de navegação na região.
Mohsen Rezaei, autoridade iraniana de segurança, afirmou que o país só pretende manter o estreito aberto caso os Estados Unidos interrompam o que classificou como “sabotagem, ameaças e ataques” contra o Irã.
Ataques a petroleiros aumentam tensão
No sábado (5), forças americanas atacaram três petroleiros iranianos, incluindo uma embarcação próxima à Ilha de Kharg, considerada o principal centro de exportação de petróleo do país.
A ação teria ocorrido após ataques realizados pela Guarda Revolucionária Islâmica contra navios de guerra dos Estados Unidos na região.
Com a escalada das hostilidades, o movimento de embarcações pelo Estreito de Ormuz também diminuiu. Dados de navegação divulgados nesta segunda-feira apontaram uma média de 10 navios de carga por dia na região nos últimos dez dias, o menor volume registrado desde maio.







