
O governo do Irã reagiu com cautela às exigências apresentadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para um possível acordo que encerre as tensões no Golfo Pérsico.
Na sexta-feira (29), Trump afirmou que o Irã deve se comprometer a nunca desenvolver armas nucleares, garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz e remover eventuais minas instaladas na estratégica rota marítima.
O presidente norte-americano também sinalizou a possibilidade de suspender o bloqueio imposto aos portos iranianos como parte de um memorando de entendimento negociado por mediadores internacionais.
Irã acusa EUA de dificultar negociações
Uma das principais manifestações partiu de Mohsen Rezaie, assessor do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.
“Como previsto, o presidente dos Estados Unidos está traindo a diplomacia pela terceira vez”, afirmou Rezaie em publicação nas redes sociais.
O assessor criticou a manutenção do bloqueio naval e as exigências apresentadas por Washington durante as negociações.
“Ao manter o bloqueio naval e fazer exigências excessivas nas negociações, ele provou mais uma vez que não está inclinado à negociação e que está buscando outros objetivos”, declarou.
Autoridades iranianas também acusam os Estados Unidos de terem realizado ataques contra alvos ligados ao país durante o período de diálogo diplomático.
Conversas continuam
Apesar das críticas, integrantes da equipe negociadora iraniana afirmaram que as tratativas seguem em andamento.
Segundo Saeed Ajorloo, membro da delegação responsável pelas negociações, ainda existem divergências entre as partes, mas o diálogo permanece ativo.
“As negociações com os EUA estão em andamento e ainda existem pequenas divergências”, afirmou.
De acordo com Ajorloo, caso o texto final do acordo seja aprovado pelas partes envolvidas, será iniciada uma nova fase de discussões.
“Se o texto final for aprovado, iniciaremos um diálogo de 60 dias sobre os detalhes”, declarou em entrevista reproduzida pelo principal negociador iraniano, Mohammad Bagheri Ghalibaf.
Estreito de Ormuz segue no centro das discussões
O Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de tensão entre Washington e Teerã. A passagem marítima é considerada estratégica para o transporte global de petróleo e tem sido alvo de disputas envolvendo segurança da navegação, sanções econômicas e presença militar na região.
Enquanto as negociações prosseguem, as divergências sobre o programa nuclear iraniano, as restrições marítimas e o alívio das sanções continuam sendo os principais obstáculos para um entendimento definitivo entre os dois países.







