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Os ministros das Relações Exteriores do Irã e de Omã, Abbas Araghchi e Badr Albusaidi, respectivamente, discutiram, nesta sexta-feira (29/5), sobre a administração do Estreito de Ormuz, em meio a ameaças dos Estados Unidos.

Os dois países são os únicos costeiros da estratégica rota marítima para o comércio de petróleo.

“Discutimos o Estreito de Ormuz e sua administração futura, em linha com nossas responsabilidades soberanas e o direito internacional”, afirmou o chanceler iraniano.

O ministro do Irã ainda expressou “solidariedade a Omã diante de qualquer ameaça”, após autoridades dos Estados Unidos ameaçarem o país.

Ameaças americanas

  • O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou “explodir” Omã caso o país não aceite não aceite as exigências americanas para o Estreito de Ormuz.
  • O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, corroborou a fala de Trump, afirmando que o governo dos EUA “não tolerará qualquer esforço para impor um sistema de pedágio no Estreito de Ormuz”.

Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é a principal rota do comércio de petróleo do Oriente Médio, por lá passa 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Os países costeiros da passagem são o Irã e o Omã.

O Irã criou um órgão para controlar e administrar a passagem de embarcações pelo Estreito, medida rechaçada pelos EUA, que afirmam que contraria o direito internacional.

O canal está fechado, pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), para passagens de embarcações desde o início da guerra.

Com informações do Metrópoles.

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