
O governador Roberto Cidade anunciou nesta sexta-feira (29) a liberação de R$ 53,3 milhões para os 61 municípios do interior do Amazonas por meio da primeira parcela dos recursos do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI). O repasse integra um investimento total de R$ 160 milhões previsto para 2026 e será destinado ao fortalecimento da rede pública de saúde nos municípios.
Mais do que o aporte financeiro, o anúncio foi utilizado pelo Governo do Amazonas para destacar os resultados da política de interiorização da saúde, que nos últimos anos ampliou a oferta de serviços especializados, implantou leitos de UTI em cidades estratégicas e expandiu o acesso da população a consultas e atendimentos médicos sem a necessidade de deslocamento para Manaus.
Segundo Roberto Cidade, os recursos estarão disponíveis nas contas das prefeituras até a próxima semana e serão fundamentais para ampliar a capacidade de atendimento das unidades municipais de saúde.
“O objetivo é garantir mais estrutura para os municípios e fortalecer o atendimento à população. Esse recurso representa mais investimentos, mais assistência e melhores condições para que os prefeitos possam atender as demandas da saúde em suas cidades”, afirmou o governador.
Os recursos serão distribuídos em três parcelas, seguindo critérios que consideram população, equilíbrio regional e a importância de municípios que funcionam como polos de atendimento para cidades vizinhas. A medida busca dar mais autonomia às gestões municipais para investir em custeio, manutenção de serviços, compra de insumos e melhorias na estrutura de atendimento.
O investimento ocorre em um momento em que o Estado vem ampliando sua presença na assistência à saúde do interior. Um dos principais avanços foi a implantação de unidades de terapia intensiva em hospitais de Parintins, Tefé, Tabatinga e Humaitá. Com isso, o interior do Amazonas passou a contar com 58 leitos de UTI, reduzindo a dependência da capital para casos de maior complexidade.
Outra iniciativa destacada pelo governo é o programa Saúde AM Digital. A plataforma de Telessaúde já está presente em todos os municípios amazonenses e oferece atendimento remoto em 18 especialidades médicas. O serviço reduziu significativamente o tempo de espera por consultas e já ultrapassou a marca de 100 mil atendimentos realizados.
Desde o final de 2025, o programa também passou a oferecer atendimento 24 horas com clínico geral por celular, permitindo orientação médica imediata para situações de menor complexidade sem a necessidade de deslocamento até uma unidade de saúde.
A estratégia de fortalecimento da assistência também inclui o atendimento itinerante. As Carretas da Saúde já realizaram mais de 123 mil atendimentos em todo o estado, enquanto o Barco Hospital São João XXIII ultrapassou a marca de 236 mil procedimentos em 19 municípios, levando consultas, exames, cirurgias, vacinação e medicamentos a comunidades ribeirinhas.
Na área de urgência e emergência, o Amazonas também ampliou a atuação da UTI Aérea, considerada a maior estrutura aeromédica da América do Sul, permitindo remoções mais rápidas e atendimento especializado para pacientes em municípios de difícil acesso.
Prefeitos presentes ao anúncio comemoraram a chegada dos recursos. O prefeito de Maraã, Edir Castelo Branco, afirmou que o investimento ajudará a melhorar a estrutura hospitalar do município. Já a prefeita de Anamã, Kátia Dantas, destacou que a parceria com o Governo do Estado tem sido fundamental para ampliar os serviços de saúde oferecidos às comunidades ribeirinhas.
O novo repasse do FTI também se soma à política de repactuação da saúde no interior. Desde 2025, o Governo do Amazonas já transferiu R$ 184,8 milhões diretamente aos municípios por meio do Termo de Compromisso de Gestão (TCG), destinado ao fortalecimento da média e alta complexidade e da assistência farmacêutica.
Com os novos recursos e a ampliação dos serviços especializados, o governo aposta na consolidação de uma rede de saúde mais estruturada no interior, reduzindo desigualdades regionais e aproximando o atendimento médico da população que vive longe da capital.







