
O youtuber e streamer IShowSpeed voltou a ser alvo de hostilidade por parte de torcedores da Argentina durante a semifinal da Copa do Mundo de 2026 contra a Inglaterra, disputada nesta quarta-feira (15), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nos Estados Unidos.
Durante uma transmissão ao vivo, Speed apareceu vestindo a camisa da seleção inglesa e, ainda antes do início da partida, teve objetos arremessados em sua direção por torcedores nas arquibancadas. Ao longo do jogo, principalmente após os gols da Argentina, também foi atingido por copos de cerveja.
Terceiro episódio no Mundial
Este é o terceiro caso envolvendo o influenciador durante a Copa do Mundo.
Na vitória da Argentina sobre Cabo Verde, pela fase de 16 avos de final, Speed, que torcia pela equipe africana, foi alvo de ofensas racistas. Em imagens da transmissão, um torcedor argentino aparece mandando o streamer “voltar para casa”, enquanto outro faz insultos de cunho racista.
Posteriormente, durante a partida entre Argentina e Egito, o influenciador voltou a ser hostilizado. Vestindo a camisa da seleção egípcia, ele foi vaiado quando apareceu no telão do estádio.
As provocações aumentaram após o terceiro gol argentino, marcado por Enzo Fernández, que garantiu a classificação da equipe para as quartas de final.
O vídeo oficial da partida publicado no YouTube também registrou um torcedor imitando um macaco em direção ao streamer, gesto amplamente reconhecido como manifestação racista.
Fifa abriu investigação
Após os episódios registrados contra Speed durante o torneio, a Fifa informou que abriu uma investigação para apurar os casos.
Em nota, a entidade afirmou que condena qualquer forma de racismo e discriminação.
“A Fifa condena veementemente o racismo, o ódio e a discriminação em todas as suas formas. Essas ações não têm lugar no futebol, na Copa do Mundo da Fifa ou em qualquer lugar da sociedade”, destacou.
A organização informou ainda que a Copa do Mundo deve representar um ambiente de união, diversidade e respeito e ressaltou que pessoas que desrespeitam esses valores “não são bem-vindas ao nosso jogo”.
Até o momento, a Fifa não informou se os responsáveis pelos atos foram identificados ou se poderão ser punidos.







