
As Forças Armadas de Israel realizaram uma série de ataques contra localidades no sul do Líbano nesta segunda-feira (6), segundo informações divulgadas pela mídia estatal libanesa.
De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), pelo menos cinco localidades foram atingidas por disparos de artilharia e outras ações militares israelenses ao longo do dia. Entre os episódios registrados está uma forte explosão na cidade de Hadatha.
Mais cedo, os militares israelenses informaram que a Força Aérea realizou um “ataque preciso” na região de al-Aqida. Segundo o comunicado, a ação ocorreu depois que um veículo considerado suspeito se aproximou de um grupo de soldados israelenses.
Até o momento, não foram divulgadas informações consolidadas sobre possíveis vítimas ou a extensão dos danos provocados pelos ataques.
Tensões persistem após acordo preliminar
As novas ações militares ocorrem apesar de Israel e Líbano terem firmado, no mês passado, um acordo preliminar que prevê a retirada israelense de duas áreas localizadas no sul do território libanês.
Mesmo após o entendimento, autoridades políticas e militares israelenses sinalizaram que o país pretende manter determinadas operações na região. A posição de Israel é de que os termos do acordo permitem a continuidade de ações consideradas necessárias à segurança do país.
O Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã e principal adversário de Israel no território libanês, não participou do documento firmado entre os dois países. A organização também manifestou críticas ao acordo.
Israelenses e libaneses terão nova reunião em Roma
Apesar do cenário de tensão, as negociações diplomáticas devem continuar. Autoridades de Israel e do Líbano têm previsão de se reunir ainda neste mês, em Roma, para discutir questões relacionadas à fronteira entre os dois países.
A informação foi apresentada pelo embaixador israelense nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, durante participação em um evento do Conselho de Relações Exteriores nesta segunda-feira.
O encontro ocorre em meio aos esforços para tratar de disputas fronteiriças e reduzir as tensões em uma região marcada por confrontos e ações militares recorrentes.







