“Sabe o fim da escala 6 X 1? Ele vai enterrar, acabar. Nós queremos que você descanse, que tenha tempo com a sua família. Ele quer que você trabalhe sete dias por semana”, afirmou a primeira-dama.
Janja também cita o Farmácia Popular e diz que o programa seria encerrado em um eventual governo de Flávio. O candidato, por sua vez, tem defendido uma agenda econômica distinta da apresentada por Lula, com redução de impostos e diminuição dos gastos públicos.
Críticas se ampliam
As críticas da primeira-dama não ficaram restritas à área trabalhista. Na mesma manifestação, Janja afirmou que uma eventual vitória de Flávio poderia representar retrocessos nos direitos das mulheres e associou o candidato a uma política de maior acesso a armas.
“Não podemos deixar o Brasil retroceder. Não podemos deixar os brasileiros e brasileiras perderem seus direitos básicos”, declarou.
Em outra publicação, feita anteriormente, Janja afirmou que votar em Flávio seria “permitir que mulheres sejam silenciadas” e também criticou o que classificou como incentivo à presença de armas entre crianças.
A primeira-dama ainda afirmou que, caso Flávio fosse eleito e o país enfrentasse uma nova pandemia, o Brasil poderia voltar a enfrentar uma situação semelhante à vivida durante a crise da Covid-19. Também disse que o crime organizado poderia ganhar espaço e acusou o candidato de representar um risco de retrocesso em direitos sociais.
As declarações fazem parte de uma ofensiva política de Janja na campanha do segundo turno. Desde o início da disputa, ela tem usado as redes sociais e eventos públicos para defender Lula e fazer críticas diretas a Flávio. Em setembro, por exemplo, chamou o senador de “Bozo filho” durante um comício em Belém e estabeleceu uma comparação entre as trajetórias políticas de Lula e da família Bolsonaro. Com Metrópoles.