Jogadores do Japão comemorando um dos gols marcados sobre a Tunísia, em duelo da segunda rodada da Copa do Mundo • Hector Vivas - FIFA/FIFA via Getty Images

O Japão entra em campo nesta segunda-feira (29) para enfrentar o Brasil pela fase de 16-avos de final da Copa do Mundo de 2026. Apesar de reconhecer o favoritismo da Seleção Brasileira, os jogadores japoneses demonstraram confiança e afirmaram acreditar na possibilidade de avançar às oitavas de final do torneio.

Um dos principais nomes da equipe, o meia Daichi Kamada afirmou que o Japão não pretende alterar sua identidade tática diante da equipe comandada por Carlo Ancelotti. Segundo o jogador, a principal preocupação será manter a organização defensiva e evitar oferecer espaços ao ataque brasileiro.

“Para o jogo contra o Brasil, basicamente não vamos mudar nossa forma de jogar. Faremos apenas alguns ajustes. Se não conseguirmos manter nossa equipe compacta e controlar os espaços nas costas da defesa, será uma partida muito difícil”, afirmou.

O atacante Koki Ogawa também reconheceu a força da Seleção Brasileira, mas ressaltou que a confiança dentro do elenco japonês permanece elevada.

“O Brasil é um dos favoritos ao título e isso é reconhecido por todos. Mas nós também acreditamos no nosso potencial e sentimos que as pessoas que acompanham a seleção japonesa confiam nesta equipe”, destacou.

O Japão garantiu vaga no mata-mata após terminar a fase de grupos na segunda colocação do Grupo F, com cinco pontos. A equipe empatou com Holanda e Suécia e venceu a Tunísia.

O confronto também marca um reencontro entre as seleções. No último amistoso disputado entre os países, em outubro de 2025, o Japão venceu o Brasil por 3 a 2.

O zagueiro Hiroki Ito destacou, porém, que a realidade agora é diferente e que a Copa do Mundo exige outra postura.

“Os jogadores são diferentes e uma Copa do Mundo é completamente distinta de um amistoso. Precisamos fazer uma partida sólida para conquistar a vitória”, afirmou.

O defensor ainda ressaltou que o sistema defensivo será fundamental para conter o ataque brasileiro.

“Precisamos priorizar não sofrer gols, principalmente no primeiro tempo. Se conseguirmos isso, teremos mais oportunidades na segunda etapa. Como defensor, meu foco é impedir que o Brasil marque”, explicou.

Daichi Kamada afirmou ainda que o elenco está preparado para uma partida longa, caso seja necessário disputar a prorrogação.

“Estamos preparados para jogar 120 minutos, se for preciso. Mas quem começa a partida entra em campo para dar o máximo desde o primeiro minuto. Mentalmente, já não temos mais o hábito de respeitar excessivamente os adversários. Hoje conseguimos enfrentar qualquer seleção da mesma maneira”, disse.

Já Koki Ogawa destacou que marcar o primeiro gol poderá ser decisivo para o aspecto psicológico da partida.

“Para qualquer equipe que queira vencer, fazer o primeiro gol é muito importante. Precisamos ficar o máximo de tempo possível sem sofrer gols e aproveitar as oportunidades que surgirem. Como atacante, acredito que sempre haverá pelo menos uma chance durante o jogo. Quero estar preparado para aproveitá-la”, concluiu.

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