Equipe da Argentina perfilada antes do confronto contra a Inglaterra, válido pela semifinal da Copa do Mundo • Reprodução/X/@Argentina

A comemoração da Argentina após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, nesta quarta-feira (15), pela semifinal da Copa do Mundo de 2026, ganhou um tom político após jogadores da seleção exibirem uma faixa com a frase “Las Malvinas Son Argentinas” (“As Malvinas são argentinas”).

A manifestação ocorreu logo após o apito final, enquanto os atletas comemoravam a classificação para a decisão do Mundial diante da torcida presente no estádio.

Os defensores Lisandro Martínez e o meio-campista Giovani Lo Celso apareceram sorrindo, segurando a faixa e acenando para os torcedores. Não foi informado como o material chegou às mãos dos jogadores.

Manifestação pode violar regulamento

O gesto pode contrariar o Código de Conduta para Estádios da Fifa, que proíbe a entrada e a exibição de faixas, bandeiras, panfletos, roupas e outros materiais considerados de natureza política, ofensiva ou discriminatória dentro das arenas da competição.

Até o momento, a Fifa não se pronunciou sobre uma eventual investigação ou punição relacionada ao episódio.

Disputa pelas ilhas

A soberania das Ilhas Malvinas, chamadas de Falkland Islands pelos britânicos, permanece como um dos principais temas de tensão entre Argentina e Reino Unido.

Em 1982, os dois países travaram uma guerra pelo controle do arquipélago, conflito que resultou na morte de 649 militares argentinos e 255 britânicos.

Após a vitória do Reino Unido, as ilhas permaneceram sob administração britânica, posição respaldada pela maioria dos moradores do território.

A Argentina, por sua vez, sustenta que herdou a soberania das ilhas após sua independência da Espanha, em 1816, e considera que a ocupação britânica iniciada em 1833 foi um ato colonial ilegal.

Debate político no Mundial

Não é a primeira vez que manifestações políticas marcam a atual edição da Copa do Mundo.

No mês passado, durante uma partida da seleção do Irã em Los Angeles, torcedores iraniano-americanos exibiram bandeiras utilizadas antes da Revolução Islâmica de 1979, em protesto contra o atual governo iraniano.

Na ocasião, os jogos transcorreram sem registro de incidentes.

Agora, resta saber se a Fifa adotará alguma medida em relação ao episódio envolvendo os jogadores argentinos.

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