
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (15) uma nova rodada de sanções contra pessoas e empresas acusadas de integrar uma rede internacional que auxiliava o Irã na aquisição de armamentos.
Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, as medidas atingem cidadãos iranianos e russos, além de entidades sediadas no Irã, Rússia e Nigéria, suspeitas de participar de operações voltadas ao fornecimento de equipamentos e suporte logístico para o programa militar iraniano.
De acordo com o comunicado oficial, a rede utilizava empresas estrangeiras de aviação e transporte, canais financeiros e intermediários para ocultar a participação da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na obtenção ilícita de materiais e na movimentação de pessoas e cargas pelo mundo.
Pressão sobre Teerã aumenta
As novas sanções foram anunciadas em meio ao agravamento das tensões entre Washington e Teerã, marcado por confrontos recentes relacionados ao Estreito de Ormuz e pela intensificação da política de pressão adotada pelo presidente Donald Trump.
O governo norte-americano afirma que continuará utilizando sanções econômicas para restringir a capacidade do Irã de fortalecer seu setor de defesa e financiar atividades militares.
Série de medidas contra o Irã
As sanções desta quarta-feira se somam a outras adotadas nos últimos meses pela administração Trump.
Em maio, os Estados Unidos aplicaram restrições contra indivíduos e empresas, incluindo organizações sediadas na China e em Hong Kong, acusadas de fornecer apoio ao setor de armamentos iraniano.
Já em junho, outras 11 pessoas e entidades foram sancionadas por supostamente colaborar com a aquisição de equipamentos militares destinados à Guarda Revolucionária Islâmica e às Forças Armadas do Irã.
Na terça-feira (14), Trump também afirmou que avalia incluir o Irã e o grupo Hezbollah em um novo pacote de sanções voltado, inicialmente, contra a Rússia, ampliando ainda mais a pressão diplomática e econômica sobre aliados de Teerã.







