
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a denúncia foi recebida no dia 22 de julho. Já em 22 de agosto, foi realizada uma audiência de instrução e julgamento no processo, que tramita sob segredo de Justiça.
Silvanildo foi denunciado pelos crimes de estupro, tortura, sequestro, cárcere privado e roubo, todos relacionados ao contexto de violência doméstica e familiar.
Entenda o caso
A vítima, Ana Cláudia Rodrigues Souza, de 41 anos, foi encontrada na Serra do Rola-Moça, na região metropolitana de Belo Horizonte, após desaparecer no dia 25 de maio.
Segundo as investigações, ela teria sido sequestrada pelo ex-companheiro e levada para uma área isolada. Após sofrer agressões e ameaças, teria sido arremessada de um penhasco com aproximadamente 50 metros de altura.
O resgate ocorreu na tarde do dia seguinte, 26 de maio. O suspeito foi posteriormente localizado e preso pela Polícia Militar em Várzea da Palma, na região do Alto São Francisco.
Antes do crime, Ana havia relatado às autoridades que vinha sendo perseguida e intimidada pelo ex-companheiro desde o fim do relacionamento, encerrado em fevereiro.
Segundo o depoimento da vítima, Silvanildo tentou reatar o relacionamento, mas ela recusou. Nos meses seguintes, conforme relatado por Ana, as ameaças e perseguições se intensificaram, com o homem passando a procurá-la em diferentes locais onde trabalhava como diarista.
Polícia aponta premeditação
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito em 29 de junho e indiciou Silvanildo por tentativa de feminicídio, estupro, tortura, sequestro, cárcere privado, roubo e descumprimento de medida protetiva.
De acordo com a investigação, foram reunidos elementos que apontariam para a autoria e a premeditação do crime. O relatório final foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
Conforme a apuração policial, Silvanildo teria ido até o local onde Ana trabalhava e a obrigado a entrar em seu veículo mediante ameaças e uso de uma faca.
A vítima teria sido levada para uma região isolada da Serra do Rola-Moça, onde, segundo a investigação, sofreu agressões físicas, violência psicológica e violência sexual.
Após os abusos, ainda segundo a Polícia Civil, o homem teria jogado Ana de um penhasco de aproximadamente 50 metros e fugido do local.
O processo segue em segredo de Justiça e terá continuidade na Justiça de Minas Gerais.







