A Justiça do Rio de Janeiro converteu em preventiva a prisão temporária de Lucas Portela Fontana Gomes, lutador suspeito de invadir apartamentos e agredir três mulheres em um condomínio na Avenida Maracanã, na Tijuca, Zona Norte da capital fluminense.

A decisão foi tomada neste sábado (7), durante audiência de custódia. A juíza Laura Noal Garcia destacou que a medida é necessária para dar prosseguimento ao cumprimento do mandado de prisão expedido pelo Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Lucas foi preso na sexta-feira (6), após ter a prisão temporária decretada por suspeita de tentativa de feminicídio. Diferentemente da prisão temporária, que tem prazo determinado e pode ser prorrogada conforme a lei, a prisão preventiva não possui prazo previamente estabelecido.

O processo tramita na 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital, e o caso é investigado pela 18ª Delegacia de Polícia (Praça da Bandeira).

Além da suspeita de tentativa de feminicídio, o lutador deverá responder por ameaça, violação de domicílio, lesão corporal e resistência. Após a prisão, ele foi encaminhado ao presídio de Benfica, onde permanece à disposição da Justiça.

Uma das vítimas, uma mulher de 81 anos, segue internada com traumatismo craniano.

Entenda como aconteceram as agressões

A sequência de ataques ocorreu na madrugada de quinta-feira (5), quando Lucas, que também mora no edifício, teria iniciado uma confusão dentro do próprio apartamento e passado a ameaçar os vizinhos.

Moradores acionaram policiais militares e guardas municipais por volta de 1h10. Segundo informações apuradas pelas equipes, o homem saiu do imóvel e começou a entrar nos apartamentos vizinhos, gritando que mataria os moradores do prédio.

Uma das primeiras vítimas conseguiu fugir pelas escadas com a família, mesmo durante as agressões. Em seguida, o suspeito teria invadido outro apartamento e atacado a idosa de 81 anos, que precisou ser hospitalizada.

Terceira vítima foi agredida dentro do elevador

O terceiro episódio aconteceu no elevador do condomínio. Ao ouvir os gritos de uma vizinha, outra moradora saiu para tentar ajudá-la, mas encontrou Lucas quando a porta do elevador se abriu.

A mulher foi derrubada e agredida com socos e chutes. Segundo relatos, o homem também a estrangulou durante vários minutos.

As agressões foram registradas pelas câmeras de segurança do elevador. A CNN Brasil informou ter tido acesso às imagens, mas optou por não divulgar o conteúdo na íntegra devido à violência dos ataques. Os registros mostram marcas de sangue deixadas no local.

Após as ocorrências, investigadores da 18ª DP ouviram vítimas e testemunhas e reuniram imagens do circuito de segurança. Com base nos elementos levantados, o delegado titular, Alvaro de Oliveira Gomes, solicitou à Justiça a prisão temporária do suspeito, que foi autorizada e cumprida na sexta-feira (6).

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