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A Justiça do Rio de Janeiro marcou para esta segunda-feira (11) a audiência do rapper Oruam no processo em que ele é acusado de tentar matar policiais civis durante uma operação realizada na Zona Oeste da capital fluminense.

O artista se tornou réu após um episódio ocorrido em 2025, durante uma ação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) em um imóvel ligado ao cantor, localizado no bairro do Joá.

Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público, os agentes cumpriam um mandado relacionado a um adolescente investigado por tráfico de drogas. Durante a operação, de acordo com a acusação, houve reação contra os policiais e objetos teriam sido arremessados em direção às equipes.

Para os promotores do caso, a ação colocou a vida dos agentes em risco, configurando tentativa de homicídio qualificado.

Além da acusação principal, Oruam também responde por outros crimes, entre eles resistência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio público.

A audiência desta segunda-feira marca o início da fase de instrução processual, etapa em que testemunhas começam a ser ouvidas e as provas passam a ser analisadas pela Justiça antes do julgamento no Tribunal do Júri.

Mandado de prisão

O rapper passou a ser considerado foragido após a Justiça determinar o restabelecimento de sua prisão preventiva no processo.

A decisão foi tomada após o entendimento de que medidas cautelares impostas ao artista teriam sido descumpridas, incluindo regras relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.

Outras investigações

O nome de Oruam também aparece em outra investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Comando Vermelho.

Durante uma operação realizada pela DRE no fim de abril, o cantor foi incluído na lista de procurados pelas autoridades.

Na mesma ação policial, familiares do artista também foram alvo das investigações, entre eles a mãe, Márcia Gama, e o irmão Lucas Santos Nepomuceno, conhecido como Lucca.

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