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O julgamento do tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa Gisele Alves Santana em São Paulo, será retomado nesta segunda-feira (11/5) com o depoimento de novas testemunhas. O processo pode resultar na expulsão do oficial da corporação.

As oitivas começam com o depoimento de uma soldado colega de Gisele Alves, às 9h, desta segunda. Depois, às 11h, as autoridades ouvem o 1º tenente responsável pela equipe que atendeu à ocorrência. Outras duas amigas da policial morta prestarão depoimento na quinta-feira (14/5).

As oitivas acontecem por videoconferência, segundo publicação do Diário Oficial de São Paulo. O advogado do tenente-coronel, Eugênio Carlos Bailliano Malavasi, foi intimado a comparecer à audiência.

Geraldo Leite Rosa Neto é julgado por um Conselho de Justificação (CJ), que avalia se integrantes das Forças Armadas ou da Polícia Militar têm condições de permanecer na ativa diante de condutas consideradas incompatíveis com a função. O procedimento ocorre de forma independente do processo criminal, no qual Neto responde por feminicídio e fraude processual.

Na última terça-feira (28/4), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o oficial será julgado pela Justiça comum, e não pela Justiça Militar.

Relembre o caso

  • A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido no Brás, região central de São Paulo.
  • Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, conforme o atestado de óbito.
  • Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado, mas depois foi alterado para morte suspeita, com “dúvida razoável” de tratar-se de suicídio.
  • Com o avanço das análises periciais e a reconstituição da sequência de acontecimentos dentro do imóvel, a Polícia Civil concluiu que a dinâmica do disparo não corresponde à hipótese de suicídio inicialmente apresentada.
  • Com base nesse conjunto de elementos, a Justiça autorizou a prisão do tenente-coronel, que passou a responder pela morte da policial militar.
  • A Polícia Civil solicitou à Justiça, em 17 de março, a prisão preventiva do tenente-coronel. O pedido sucedeu a conclusão, com base em perícia técnica, de que ele seria o principal suspeito pela morte da esposa.
  • A Justiça Militar do Estado de São Paulo decretou a prisão preventiva do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto nessa quarta-feira (18/3). Ele foi preso no mesmo dia em um condomínio residencial de São José dos Campos, no Vale do Paraíba. Com Metrópoles.
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