Larissa da Cruz Morata foi encontrada morta em Embu das Artes neste domingo (6) • Reprodução/Redes sociais

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), não foram identificadas irregularidades no cumprimento do mandado de prisão. Com isso, o policial permanece detido enquanto as investigações avançam.

O caso, inicialmente registrado como morte suspeita, passou a ser investigado com maior rigor após exames periciais apontarem inconsistências entre a versão apresentada pelo policial e a trajetória do projétil que atingiu Larissa.

Defesa nega envolvimento na morte

A defesa de Vinícius Costa Silva, representada pelo advogado Roberto Montanari, nega que o policial seja responsável pela morte da esposa.

Em nota enviada à imprensa, os advogados afirmaram que o PM jamais praticaria qualquer ato de violência contra Larissa. A defesa também mencionou a existência de registros que indicariam que a jovem já havia manifestado pensamentos suicidas anteriormente.

A versão apresentada pela defesa será analisada junto aos demais elementos reunidos pela investigação.

Entenda o caso

Segundo o boletim de ocorrência, Larissa foi encontrada caída no banheiro da suíte, com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça. Uma equipe do Samu foi acionada e constatou a morte.

Vinícius relatou à polícia que chegou à residência por volta das 6h e teve uma discussão com a esposa relacionada ao fim do relacionamento. Depois da conversa, segundo o depoimento, ele teria ido dormir.

O policial afirmou que acordou após ouvir um disparo e encontrou Larissa caída no banheiro. Ele declarou que acreditava que a mulher havia tirado a própria vida.

A família da vítima, porém, contesta essa versão. Segundo a avó de Larissa, a jovem teria enviado uma mensagem por volta das 9h informando que havia se separado do policial. Aproximadamente duas horas depois, ela foi encontrada morta.

Perícia aponta inconsistências

De acordo com a delegada Bruna Caracho Crippa, responsável pela investigação em Embu das Artes, a trajetória do projétil, a forma como a vítima morreu, os relatos de testemunhas e a colaboração do investigado foram considerados na decisão de pedir a prisão temporária do PM.

Vinícius foi preso durante o velório da esposa.

A Polícia Civil também solicitou novos exames para esclarecer a dinâmica da ocorrência. O corpo de Larissa foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame necroscópico para analisar a lesão provocada pelo disparo e a trajetória do projétil.

A investigação ainda busca determinar se a morte ocorreu por disparo autoinfligido ou por uma eventual intervenção de terceira pessoa.

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