
O evento sísmico foi identificado por estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), o último tremor registrado na Bahia havia ocorrido em 3 de setembro, no município de Cansanção, com magnitude 2,4.
Tremores de baixa magnitude são comuns no Brasil
De acordo com a RSBR, abalos sísmicos de baixa magnitude são relativamente comuns no território brasileiro, principalmente na Região Nordeste.
A maioria dos tremores naturais está relacionada às pressões e tensões geológicas que atuam sobre a crosta terrestre. Mesmo localizado no interior da Placa Sul-Americana, o Brasil registra eventos sísmicos provocados por movimentações e ajustes internos da crosta.
Qual a diferença entre tremor e terremoto?
Embora sejam utilizados muitas vezes como sinônimos, os termos possuem diferenças técnicas.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), eventos de baixa magnitude e intensidade costumam ser classificados como tremores de terra ou abalos sísmicos.
Já o termo terremoto é geralmente utilizado para descrever eventos de maior magnitude e extensão, associados a rupturas mais significativas na crosta terrestre.
Por que a Bahia registra tremores?
O Brasil está localizado no interior da Placa Sul-Americana, distante das principais zonas de encontro entre placas tectônicas. Por isso, os terremotos registrados no país são, em sua maioria, eventos intraplaca e apresentam magnitudes pequenas ou moderadas.
A Região Nordeste está entre as áreas brasileiras com maior frequência de registros sísmicos. Pequenos tremores também são comuns ao longo da margem sudeste do país, especialmente em áreas que se estendem do sul da Bahia até Santa Catarina.







