
O Vasco da Gama sofreu um revés na Justiça do Rio de Janeiro nesta terça-feira (18), após a negativa de um pedido de empréstimo de R$ 150 milhões. A decisão dificulta os planos da diretoria para reforçar o elenco e evitar problemas na disputa da Série A do Campeonato Brasileiro.
A juíza Simone Gastesi suspendeu o pedido de empréstimo DIP, modalidade de financiamento destinada a empresas em recuperação judicial. Para que a solicitação seja novamente analisada, a magistrada determinou a apresentação de um relatório detalhado de auditoria.
O procedimento deve levar pelo menos 15 dias, período que pode limitar a atuação do Vasco na reta final da janela de transferências. A diretoria contava com a liberação do dinheiro para avançar nas negociações por novos jogadores.
Impacto no mercado
A principal dificuldade encontrada pelo Vasco nas negociações é a falta de recursos para pagamentos imediatos. Muitos clubes exigem uma entrada à vista para liberar jogadores por empréstimo ou venda, o que tem dificultado o avanço das tratativas.
O Vasco possui condições para negociar contratações com pagamentos parcelados a partir de 2027, mas precisa de dinheiro disponível para arcar com as entradas.
O empréstimo de R$ 150 milhões seria o segundo financiamento DIP solicitado pelo clube.
Além disso, o Vasco ainda trabalha com a possibilidade de receber um aporte futuro de Marcos Lamacchia, empresário que negocia a eventual aquisição da SAF do clube. O recurso seria utilizado como um empréstimo-ponte.
Reforços no radar
Mesmo diante da dificuldade financeira, a diretoria vascaína mantém negociações em busca de reforços para o elenco.
O clube conversa pela contratação de um meia, um zagueiro e um jogador de lado de campo. Um centroavante também está no radar, mas, até o momento, não existem negociações em andamento pela posição.
A decisão judicial, porém, pode reduzir a margem de manobra do Vasco no mercado, especialmente pela necessidade de pagamentos imediatos nas negociações.







