
A novela sobre onde o Vasco vai mandar a partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors ganhou um novo e decisivo capítulo nesta segunda-feira (5/10). A Justiça do Rio de Janeiro negou a liminar ao clube carioca sobre a utilização do Maracanã para o jogo.
A decisão da juíza Adriana Marques do Santos Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Comarca da Capital do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), aponta que há divergências entre os laudos técnicos apresentados pelas partes sobre a recuperação do gramado do Maracanã e, por isso, não há requisitos necessários para a concessão da liminar.
O Vasco alega que a realização da partida contra o Boca Juniors não causaria dano irreversível ao gramado do Maracanã. A versão é diferente da apresentada pelo consórcio Fla-Flu Serviços S.A., que administra o estádio e apresentou laudos apontando o risco, além da incompatibilidade de calendário entre Flamengo e Fluminense, mandantes do local, e o Cruzmaltino.
De acordo com a magistrada, o Vasco pode recorrer da decisão, embora não haja “elementos suficientemente seguros para afirmar sua probabilidade” em relação à utilização do gramado do Maracanã.
A juíza ainda citou que o Vasco apresentou um parecer citando apenas as condições de São Januário e do Maracanã para receber a partida, enquanto a concessionária destacou um documento da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) sobre a viabilidade da partida ser realizada no Estádio Nilton Santos.
Caso seja no Rio de Janeiro, o local da partida entre Vasco e Boca Juniors pela semifinal da Copa Sul-Americana precisa ser definido até sábado (10/10), 10 dias antes do duelo marcado para 20 de outubro. Para escolher um estádio fora da capital carioca, o prazo é de 15 dias antes do jogo.
Vale lembrar que o Flamengo terá, na mesma semana, em 22 de outubro, a partida de volta da semifinal da Libertadores contra o Estudiantes. O jogo será disputado no Maracanã.







